Livro completo "Chegou a Hora"

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Provas de um verdadeiro profeta




O DOM DE PROFECIA





Logo no primeiro lívro da Bíblia temos o relato da criação do homem. Podemos perceber como Deus conversava livremente com os primeiros seres humanos. O próprio Deus deu as primeiras instruções sobre a maneira de viver, para Adão e Eva. (Gên. 1:28 e 29)
Infelizmente essa comunicação face a face foi perdida pelo pecado. O pecado separou o homem de Deus e esse sistema de comunicação ficou de certa forma interrompido. As vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós. (Isa. 59:2)
Mas Deus não parou de se comunicar com o homem. Na realidade ele falou e fala aos seres humanos muitas vezes e de muitas maneiras como bem afirma o apóstolo Paulo em Hebreus 1:1. Deus ainda fala aos seres humanos através de suas obras, que chamamos de “natureza”. Ele também se comunica por meio do Espírito Santo, falando à consciência de cada um. E nos falou e fala por meio de Jesus Cristo, que de fato era e é um com Deus.
Mas Deus acrescentou ao Seu sistema próprio de comunicação um plano que envolvia a intermediação humana: Ele falou muitas vezes e de muitas maneiras... por meio dos profetas. (Heb. 1:1-3)
Nos chamados tempos bíblicos do Antigo Testamento, o povo de Deus aprendeu a ouvir e crer nos profetas. O conselho era e aínda é: Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis. (II Crôn. 20:20). Este era o grande segredo: crer em Deus e nos seus profetas.
Os profetas eram conhecidos por diversos nomes: vidente (I Sam. 9:9), profeta (Jer. 7:25), mensageiro do Senhor (Ageu 1:13), a Voz (João 1:23), entre outros.
“Hoje nós, geralmente associamos a função de profeta com a predição de eventos futuros, mas nos tempos bíblicos o profeta se envolvia em um amplo conjunto de atividades espirituais. O profeta tinha muitas funções. 1 – Eles falavam por Deus. 2 – Revelavam os propósitos de Deus. 3 – Fortaleciam e orientavam os governantes. 4 – Encorajavam as pessoas a fortalecerem a fé. 5 – Protestavam contra os males. 6 – Dirigiam atividades. 7 - Ensinavam. 8 – Serviam como consultantes e conselheiros para cada fase de atividades nacionais e individuais. 9 – Davam advertências. 10 – Condenavam o pecado. 11 – Pronunciavam os julgamentos de Deus. 12 – Às vezes, realizavam milagres. 13 – Pregavam. Além do mais, seu ministério não era limitado à nação hebraica. Deus usou alguns para ganharem nações gentílicas à sua verdade.” Um Dom de Luz, pág. 19.
Na verdade, o “profeta” foi a forma mais reconhecida de comunicação divina, ou seja, os profetas eram os representantes oficiais de Deus perante Seu povo. Sua obra era receber a mensagem divina e transmití-la fielmente. Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas. (Amós 3:7) O Senhor, Deus de seus pais, começando de madrugada, falou-lhes por intermédio dos Seus mensageiros, porque Se compadecera do Seu povo. (II Crônicas 36:15)
De fato no Novo Testamento, a palavra grega “prophetes”, equivalente a “nabi” do Antigo Testamento, é transliterada como “profeta”. Seu sentido básico é “falar em nome de”. O verdadeiro “profeta”é aquele que fala em nome de Deus. Mensageira do Senhor, pág. 10.
A própria Bíblia nos adverte a levarmos em máxima conta a mensagem dos profetas. Em I Tessalonicenses 5:19-21 encontramos o conselho Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retende o bem.
O problema é que nem todos os que se dizem profetas, realmente são profetas de Deus. Aliás, o próprio João advertiu aos cristãos: Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (I João 4:1)
Como é possível, então reconhecer um profeta verdadeiro? Ou como sugere João, como provar se o profeta é verdadeiro ou não?
Paulo nos lembra da advertência de Cristo: Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. (Mat. 7:15)
Devemos analisar a obra do profeta e verificar qual foi e tem sido os resultados de seu ministério.

Provas Bíblicas do Profeta Verdadeiro




Existem algumas provas para se testar um profeta verdadeiro:
1. Prova das Predições Crumpridas. “O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado pelo Senhor. (Jer. 28:9)
Quantos “profetas de fim de ano” não resistiriam nem alguns meses a esta prova.
2. Prova de Harmonia com a Bíblia. “É óbvio que Deus não coloca contradições conceituais dentro de Seu sistema de comunicação. Nem dá aos profetas posteriores um botão para “cancelar” ou “apagar”. A imutabilidade de Deus se refletirá nas suas revelações a homens e mulheres.
Isaías chama a atenção para o fato de que os profetas verdadeiros serão provados por sua fidelidade às revelações anteriormente escritas: À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles. (Isaías 8:20)
A Lei (no Hebráico, torah) é o termo bíblico usual para os escritos inspirados de Moisés (Deuteronômio 4:44, 45; 31:9); o testemunho se refere ao testemunho dos profetas (II Crônicas 23:11; João 3:32). Em outras palavras, o que o profeta diz deve se harmonizar com o que Deus já revelou. Embora profetas posteriores possam revelar pensamentos adicionais com respeito ao plano da salvação, eles não entrarão em contradição com o que Deus disse antes. A imutabilidade de Deus (Malaquias 4:6) está em jogo em Suas revelações à humanidade.” O Dom Profético nas Escrituras e na História Adventista, pág. 70.
“A Bíblia não é apenas a verdade inspirada, é também a norma decisiva de qualquer pretensão à inspiração.” Mensageira do Senhor, pág. 30.
3. Prova dos Frutos. O cenário para a prova dos frutos encontra-se no Sermão da Montanha, que trata especificamente dos “falsos profetas”: Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. ... Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. (Mat. 7:15-20)
“A prova mais válida da autenticidade de um profeta são os resultados de seus ensinos.” Mensageira do Senhor, pág. 31.
Esta prova pode levar algum tempo para se evidenciar, mas ela é fundamental para provar se o profeta é verdadeiramente de Deus ou um falso profeta.
4. Testemunho Inequívoco da Natureza Divino-Humana de Jesus Cristo. João assim orienta a prova do profeta: Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. Nisto reconheceis o Espíritos de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. (I João 4:1-3)
“Essa prova é mais ampla do que simplesmente crer que Jesus Se tornou um ser humano. Inclui tudo o que a Bíblia ensina sobre Jesus. Ele assumiu a natureza humana para um propósito. Tornou- Se homem a fim de viver sem pecado, e então, morrer pela humanidade pecaminosa. Mais que isto, Ele se tornou homem a fim de, depois da ressurreição e ascensão, poder ministrar por nós no santuário celestial. Nosso Sumo Sacerdote é alguém que pode nos entender e simpatizar com nossas debilidades, porque foi tentado em todos os sentidos em que os seres humanos são tentandos (Hebreus 4:14 e 15).” O Dom Profético nas Escrituras e na História Adventista, pág. 70.
“Toda a verdade sobre a razão da vinda de Jesus, a razão por que Ele se tornou nosso Salvador e Exemplo, por que morreu e agora oficia como nosso Sumo Sacerdote – tudo isso está envolvido na prova de um profeta verdadeiro.” Mensageira do Senhor, pág. 32
Existem também algumas manifestações físicas que acompanham o profeta quando em visão. O livro de Números 24:2-4 fala sobre essas manifestações “não naturais”: Palavra de Balaão, filho de Beor; palavra do homem de olhos abertos; palavra daquele que ouve os ditos de Deus, e o que tem a visão do Todo-poderoso, e prostra-se, porém, de olhos abertos.”
A Bíblia menciona diversas dessas manifestações na vida de seus profetas: Daniel, Ezequiel, Zacarias, o próprio Paulo e João no Novo Testamento.
O livro “Mensageira do Senhor” assim enumera essas manifestações físicas:
1. Os profetas têm consciência de que uma Pessoa sobrenatural com eles se comunica; eles sentem um senso de indignidade.
2. Os profetas freqüentemente perdem as forças.
3. Os profetas às vezes caem por terra em profundo sono.
4. Os profetas ouvem e vêem acontecimentos em lugares remotos, como se estivessem realmente presentes.
5. Os profetas às vezes não conseguem falar, mas, quando seus lábios são tocados, eles conseguem fazê-lo.
6. Os profetas muitas vezes não respiram.
7. Os profetas não têm consciência do que acontece ao seu redor, ainda que tenham os olhos abertos.
8. Os profetas às vezes recebem força suplementar durante a visão.
9. Os profetas recebem força e alento renovados quando a visão termina.
10. Os profetas ocasionalmente sofrem algum tipo de lesão física temporária como seqüela da visão. Mensageira do Senhor, pág. 28.
Esses fenômenos físicos não devem ser usados como evidência única para colocar-se à prova um profeta, pois eles podem ser falsificados.
Você poderá aprender mais desse assunto lendo o capítulo três do livro “Mensageira do Senhor” ou o capítulo seis do livro “Crede em Seus Profetas”, ambos editados pela Casa Publicadora Brasileira.