Livro completo "Chegou a Hora"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Daniel 8



MUITAS DATAS PARA COLOCARMOS EM NOSSA LINHA DO TEMPO



A seguir, estudaremos um período profético maravilhoso, escrito há mais de 500 anos antes do nascimento de Jesus. Ele se encontra nos capítulos 8 e 9 do livro de Daniel. Nesta profecia já estava previsto o tempo do batismo de Jesus, o tempo de Sua crucifixão e de quando o evangelho seria levado ao mundo. Através desta profecia poderemos saber quando começou o julgamento no Céu – sim, Jesus já iniciou o julgamento dos seres humanos e tão logo acabe esse julgamento deve retornar para dar a cada ser humano a sentença final. Esta profecia tem sido chamada de “A PEDRA ANGULAR DAS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO”, porque coloca todas as demais no seu devido lugar.
Ao longo da história muitos foram aqueles que estudaram essa profecia e se encantaram com a cronologia divina.
A primeira aplicação do princípio dia-ano por um autor cristão, nessa profecia é encontrado no opúsculo “De Semine Scripturarum”, datado de 1205, e indevidamente atribuído a Joaquim Flora. Mas mesmo antes dessa data, nos séculos XI e XII, os autores judeus Hanasi, Elieser e Nahamanides, este já no século XIII, adotaram o mesmo princípios para o estudo da profecia de Daniel 8. Foi, no entanto, com o espanhol Arnaldo de Villanova, em 1297, e sobretudo, de Nicolau de Cusa, em 1440, que a aplicação do princípio dia-ano para esta profecia se tornou corrente entre os espositores. (Froom, op. Cit., Vol. I, págs. 743 – 762, citado em Pregoeiros da Verdade Presente, pág.12.)
Até mesmo, o conhecido cientista Isaac Newton, falecido em 1727, era um profundo estudioso das profecias. Até hoje seu livro Observações Sobre as Profecias de Daniel e Apocalipse continua à venda nas livrarias. Na verdade, ele, baseando-se no cômputo das Olimpíadas e de acordo com as eclipses registradas no Cânon de Ptolomeu, define a data de 457 a.C., como data para o início da contagem de tempo desta profecia.
Milhares de pessoas estudaram essa profecia nos séculos XVIII e XIX. Elas criam que a segunda vinda de Cristo estava às portas.
No Reino Unido, Henry Drumond, um banqueiro rico e membro do Parlamento, aos 31 anos de idade, foi tocado por Cristo e seu conselho ao jovem rico, e vendeu parte de seus bens e dedicou-se ao serviço cristão. Reuniu em sua mansão em Albury Park, diversos ministros e leigos para o estudo desta profecia. Um dos participantes desta reunião, em 1826, foi William Cunninghame, que já tinha uma obra publicada em 1813 sobre esta profecia. Outro participante foi Joseph Wolff, que teve seus estudos teológicos pago por Henry Drumond. Iniciou sua missão de pregador em 1821. Era poliglota (diz-se que falava 14 línguas) e por isso dedicou-se à pregação da breve volta de Jesus na África e Ásia. Em 1837 falou sobre as profecias no Congresso Americano onde estavam presentes todos os congressistas. Ele cria na volta de Jesus para a década de 1840.
Edward Irving, era um notável pregador presbiteriano. Ele traduziu e publicou a obra do jesuíta chileno Manuel Lacunza, "A Vinda do Messias em Glória e Majestade". Entre 1826 e 1832, milhares de pessoas ouviram seus sermões anunciando a breve volta de Jesus.
O suíço François Louis Gaussen, autor de "O Profeta Daniel Explicado", também cria que estava vivendo nos últimos dias.
Na América do Norte o nome mais famoso que estudou e pregou sobre esse assunto, foi sem dúvida, Guilherme Miller. Estudando as profecias de Daniel chegou à conclusão que a segunda vinda de Cristo ocorreria por volta de 1843 ou 1844. Em 1836, publicou um livro com o título "Evidências Bíblicas e Históricas da Segunda Vinda de Cristo Pelo Ano 1843".
Josias Litch, ministro Metodista Episcopal, publicou em 1838 o livro "A Probabilidade da Segunda Vinda de Cristo pelo ano 1843".
Milhares de pessoas em toda parte passaram a estudar as profecias de Daniel. Houve um enorme despertamento para o estudo das profecias. Em março de 1844, Miller escreveu: Desde 1832 até agora pronunciei 3200 discursos.
Podemos dizer que todas essas pessoas eram de fato “Adventistas”, pois criam no advento de Jesus a esta terra. E por isso essa profecia continua a ter uma importância muito grande para os Adventistas de hoje. Ela nos ajuda a definir o tempo em que estamos vivendo. Ela nos ajuda a definir datas muito importantes, como você verá a seguir.

Em muitos aspectos, podemos dizer que Daniel 8 é o capítulo mais importante do livro de Daniel. Ele contêm a mais longa profecia de tempo. Menciona o tempo do fim no contexto do santuário e sua purificação. Constitui a introdução dos capítulos 9 a 12. E é através desta profecia que poderemos datar eventos que ainda estão no futuro.
Daniel informa logo no primeiro versículo a data em que teve esta visão (a visão do capítulo 8) e isto ocorreu dois anos depois da visão que discorremos (a visão do capítulo 7), ou seja no ano 551 a.C.



Ainda passariam cerca de dez anos até a queda de Babilônia, mas Deus revelou bondosamente a Daniel os pontos altos do futuro. O futuro próximo, no qual Daniel ainda estaria vivo, e o futuro longínqüo, o fim dos tempos, tempo no qual estamos vivendo.

A Visão de Daniel 8


Aqui está de forma geral o que é apresentado em Daniel 8:
Em Daniel 8:1 a 14 – temos A VISÃO

- O carneiro e o bode (versos 1 a 7)

- O chifre notável, os quatro chifres e o chifre pequeno (versos 8 a 12)

- A mais longa profecia de tempo da Bíblia (versos 13 e 14)

Em Daniel 8:15 a 27 – temos A INTERPRETAÇÃO

- A fonte de informação (versos 15 a 19)

- Os poderes envolvidos (versos 20 a 25)

- É abrangido um longo período de tempo (versos 26 e 27)

Daniel conta que estava junto ao rio Ulai e levantando os olhos viu

“...um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último.” (Daniel 8:3)

Ele continuou olhando e...
“...eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres... e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres. E o bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar sairam quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu.” (Daniel 8:5 a 8)

Mas a visão não terminava aí.
“De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifcio diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.” (Daniel 8:9 a 11)
“O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.
Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: ATÉ DUAS MIL E TREZENTAS TARDES E MANHÃS; E O SANTUÁRIO SERÁ PURIFICADO.”
(Daniel 8:12 a 14)

Daniel diz que queria entender a visão, mas como eu já disse, sem a ajuda Divina (a sabedoria) não há como entender. Mas alguém (Jesus) gritou e disse:
“GABRIEL, DÁ A ENTENDER A ESTE A VISÃO. Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois ESTA VISÃO SE REFERE AO TEMPO DO FIM.” (Daniel 8:16 e 17)

A visão é para os nossos dias. Nós que vivemos nesta época podemos e devemos entendê-la.
Daniel começou a passar mal, pois toda essa visão o deixava muito preocupado. Mas o anjo veio até ele, o tocou e ele melhorou.
Então o anjo Gabriel começou a explicar a visão.
“Eis que te farei saber o, que há de acontecer no último tempo da ira, porque ESSA VISÃO SE REFERE AO TEMPO DETERMINADO DO FIM.” (Daniel 8:19)
“...Essa visão é a respeito do tempo marcado para o fim.” (Daniel 8:19 - BLH)
Você percebeu algo incrível aqui?!
Deus quer que nós saibamos o futuro. Ele quer nos mostrar o que vai acontecer nos últimos tempos. E ele quer nos mostrar o “TEMPO DETERMINADO DO FIM”.
Não fique preocupado com o que você está vendo. Daniel também se preocupou, mas o anjo o tocou e ele ficou melhor. Ore a Deus pedindo sabedoria e vontade de conhecer a Sua vontade. E tenha certeza de que Deus lhe dará sabedoria e lhe mostrará o tempo em que estamos vivendo.
Os animais que aparecem nesta profecia, um carneiro e um bode, eram animais comumente usados no santuário. E esta profecia tem a ver com o santuário. Mas vamos passo a passo, da mesma maneira que o anjo agiu com Daniel.

“um carneiro, o qual tinha dois chifres,” (Daniel 8:3)
Podemos perguntar ao anjo: “O que é este carneiro, e o que são os dois chifres?”
“Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia.”
(Daniel 8:20)
Assim fica fácil, não é mesmo? O anjo responde com precisão. Ele está dizendo que viria um novo reino, e que este reino seria “a Média e a Pérsia”.

Quando colocamos lado a lado o que já estudamos, vemos como Deus através dos profetas nos leva através da história das nações até o estabelecimento de seu reino eterno.
Em Daniel 2 temos descrito a história da elevação e queda das nações, culminando com o reino eterno de Cristo, representado pela pedra.
Em Daniel 7 temos novamente a mesma descrição, mas com algumas explicações adicionais – o poder perseguidor da ponta pequena, o julgamento no Céu e Cristo recebendo o Seu reino eterno.
E agora em Daniel 8 e 9 também é mencionado a história política das nações, mas focalizando a obra da salvação da parte de Cristo como nosso Sumo Sacerdote preparando o caminho para que seu povo possa herdar o reino eterno. Ainda aqui em Daniel 8 temos mais detalhes sobre a atividade da ponta pequena, mostrando como ela crucificaria o “Principe do exército” (Jesus), perseguiria o povo de Deus e ofuscaria o ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial.Vamos colocando lado a lado as profecias que já estudamos para que entendamos o tempo em que estamos vivendo e a seqüência da linha do tempo.

O anjo foi mostrando o futuro a Daniel e hoje, nós podemos ver todo este cumprimento com precisão matemática.
Vamos ao próximo animal da visão:
“eis que um bode ...dirigiu-se ao carneiro... o feriu e lhe quebrou os dois chifres.” “...e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar sairam quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu.” (Daniel 8:5 a 8)
O que o anjo disse a respeito do bode?
“Mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão desse povo, mas não com força igual à que ele tinha.” (Daniel 8:21 e 22)


Maravilhoso esse anjo, não é mesmo? Tudo fica mais fácil porque já estudamos as outras profecias que mostravam o que aconteceria aos reinos deste mundo (é só olhar na tabela com a seqüência dos impérios mundiais e o paralelismo destas profecias). É interessante notar que o bode foi um símbolo histórico do Império Grego. Moedas macedônicas eram cunhadas com a forma de um bode.


Como já estudamos as duas profecias anteriores, podemos deduzir quais serão os próximos reinos e como eles apareceriam na tabela. Por isso já os coloquei na tabela acima.
Embora não apareça na visão como um outro animal, surge...
“De um dos chifres... um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.” (Daniel 8:9 a 11)

E anjo dá a explicação em Daniel 8:23 em diante:
“Mas, no fim do seu reinado (do bode peludo, da Grécia) levantar-se-á um rei de feroz catadura e especialista em intrigas. Grande é o seu poder, mas não sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo.” (Daniel 8:23 e 24)
Que tal? É parecido com o Império Romano?
Na Bíblia na Linguagem de Hoje diz que esse império...
“Causará destruições terríveis, acabará com povos poderosos e também com o povo de Deus. Fará o que quiser e prosperará sempre.” (Daniel 8:24 u.p.)
Viria depois da Grécia. Teria grande poder. Destruiria os poderosos. Destruiria o povo santo.
O que de fato aconteceu. No ano 70 os Romanos destruiram Jerusalém e praticamente acabaram com os Judeus. Até mesmo o nome da capital Jerusalém, que foi destruída, foi mudado. Os Romanos a reconstruiram com o nome de Aélia Capitolina.

Note o que diz o Comentário Bíblico Adventista (SDABC, Vol. 4, 841.): “Meticuloso estudo da passagem em seu contexto, comparando-a com Daniel 2 e 7, denota vigorosamente que o chifre pequeno (ou a ponta pequena) representa Roma em suas duas etapas; pagã e papal. Daniel viu primeiro a Roma em sua forma pagã e imperial, guerreando contra o povo judeu e os primeiros cristãos, e então em sua forma papal, estendendo-se até o nosso tempo e ao futuro, batalhando contra a igreja verdadeira.”

O anjo também não dá detalhes do que viria depois do Império Romano. Seu interesse parece concentrar-se na parte final da visão. E a razão era que havia uma ligação com o santuário, com o tempo do fim. Parece que o anjo queria chegar logo a parte que interessava, porque afinal de contas, o que ele estava mostrando a Daniel era uma repetição de profecias já dadas.
Mas ele faz um resumo do tempo em que Roma papal (o chifre pequeno de Daniel 7) estaria no poder.
“Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente, levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.” (Daniel 8:25)
Veja alguns tópicos sobre esta ponta pequena que simboliza Roma pagã e Roma Cristã (extraído da Lição da Escola Sabatina no. 365, “Deus e Nosso Destino”, de G. Arthur Keough, pág.136):
- O Império Romano procedeu de um dos quatro ventos.
- No capítulo 8 de Daniel é indicado que o Império Romano surgiu do Império Grego. Isto está de acordo com Daniel 2 e 7.
- A ponta pequena representa tanto Roma pagã como Roma cristã (ou papal). Houve uma continuação gradual ou evolução de uma para a outra. Na cidade de Roma o bispo (depois foi chamado Papa) sucedeu o imperador.
- A ponta pequena (Roma pagã) crucificou a Jesus sob a sua autoridade. Cristo é apresentado como “o Príncipe do exército”, “o Príncipe dos príncipes” e “o Príncipe da aliança” em Daniel 8:11 e 25; 11:22. Pôncio Pilatos, governador romano, condenou Cristo à morte. Mãos romanas pregaram-nO à cruz e O traspassaram.
- Ambos os aspectos de Roma perseguiram os santos de Deus. Ambos tiraram o holocausto contínuo e deitaram abaixo o lugar do Seu santuário. Roma pagã, literalmente em 70 d.C. e mais tarde durante a segunda revolta (132-135 d.C.), e Roma papal no sentido espiritual, durante o período da igreja medieval.


No final do verso 25 o anjo disse que esse poder seria quebrado sem esforço de mãos humanas, ou seja, Deus interviria. Por já termos estudado as outras profecias sabemos que o próximo reino será um reino eterno, o reino de Jesus Cristo.
Ele disse ainda a Daniel:
“A visão da TARDE E DA MANHÃ; que foi dita, É VERDADEIRA; tu porém, preserva a visão, porque se refere a DIAS AINDA MUI DISTANTES.” (Daniel 8:26)
Daniel obedeceu. Preservou a visão que está à nossa disposição até hoje.
Entretanto como ele era um estudioso da Palavra de Deus, ficou muito preocupado com esse período de tempo (2.300 tardes e manhãs). No ínicio do capítulo 9 de Daniel, ele mesmo diz que ao estudar o livro de Jeremias entendeu “que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.” (Daniel 9:2)
A falta de compreensão de Daniel da maneira pela qual a profecia de Jeremias (Jeremias 25:11 e 12; 29:10 a 14), dos setenta anos de cativeiro, se relacionava com a profecia dos 2.300 anos (Daniel 8:14) o deixou muito ansioso.
Daniel também tinha curiosidade. O tempo estava passando e ao estudar as profecias (para o seu tempo) estava ansioso por saber quando e como o seu povo seria liberto do cativeiro babilônico. Tinha as profecias à sua disposição, era só estudar e como estudava!
Hoje estamos ansiosos por saber quando e como seremos libertos do cativeiro do pecado deste mundo e quando iremos ao Céu. Também temos as profecias à nossa disposição, é só estudar.
Deus não explicou as profecias de Jeremias a Daniel, ele teve que estudá-las. E podem estar certos de que ele entendeu, mas depois de muita oração.
Nós também podemos entender as profecias se as estudarmos com oração.
“Já é hora de vos despertardes do sono, porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos.” (Romanos 13:11)
Vamos estudar mais sobre isso?