Livro completo "Chegou a Hora"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

UM PERÍODO DE 2.300 DIAS (anos)



“Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: ATÉ DUAS MIL E TREZENTAS TARDES E MANHÃS; E O SANTUÁRIO SERÁ PURIFICADO.” (Daniel 8:12 a 14)

Aqui aparece uma pergunta: “Até quando...? (tempo) e a resposta é:
“ATÉ DUAS MIL E TREZENTAS TARDES E MANHÃS; E O SANTUÁRIO SERÁ PURIFICADO.” (Daniel 8:14)
Uma tarde e uma manhã formam um dia na linguagem bíblica. Lêmbra-se dos dias da criação? “...houve tarde e manhã o primeiro dia.” (Gênesis 1:5u.p.) Daí concluímos que o período mencionado em Daniel 8:14 é na realidade 2.300 dias.
Mas o livro de Daniel continua:
“E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: GABRIEL, DÁ A ENTENDER A ESTE A VISÃO. Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois ESTA VISÃO SE REFERE AO TEMPO DO FIM.” (Daniel 8:16 e 17)
Visto que esta visão se referia ao tempo do fim (nossos dias); que aparece num contexto simbólico e portanto pode parecer que isto dificulta a sua interpretação; e o fato de falar de dias... Será que existe algo errado aqui?
É claro que não pois o próprio Gabriel diz:
“A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira;” (Daniel 8:26)
A explicação está em aplicarmos o princípio bíblico do dia/ano, onde um dia profético corresponde a um ano literal. Em Números 14:34 o mesmo princípio é usado. Portanto estes 2.300 dias representam 2.300 anos reais.
O próprio anjo Gabriel foi enviado para explicar a visão a Daniel. E ele disse que a visão era para o ”TEMPO DO FIM” - para os nossos dias (vocês verão pouco a pouco que estamos vivendo no fim da linha do tempo).
“A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes. Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias; então, me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse.” (Daniel 8:26 e 27)Daniel ficou doente e a visão das 2.300 tardes e manhãs ficou sem explicação. Mas isto não quer dizer que assim permaneceu. No ano 539 a.C. ou “No primeiro ano de Dario, filho de Assuero... eu, Daniel, entendi...” assim inicia o capítulo 9 de Daniel...


Note que passaram-se 12 anos desde que Daniel teve a visão. Ele não desanimou. Continuou com fé inabalável no Senhor. E aqui no capítulo 9 nós o encontramos orando e confessando (Daniel 9:4).
Para preenchermos mais uma data em nossa linha do tempo temos que estudar o capítulo 9 de Daniel também, porque a explicação da profecia das 2.300 tardes e manhãs (ou 2.300 anos) está no capítulo 9. Através deste capítulo veremos que já estavam preditos, com precisão, os anos do início e do fim do ministério de Cristo aqui na Terra.
No verso 20, Daniel conta que estava assim orando, confessando o seu pecado e os pecados do povo de Israel, suplicando ao Senhor quando...
“...o homem Gabriel, que eu tinha observado na minha visão ao princípio (alguns anos atrás), veio rapidamente, voando, e me tocou à hora do sacrificio da tarde. Ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão.” (Daniel 9:21 a 23)
Daniel recebe agora a visita do anjo Gabriel que veio com a finalidade de fazer com que ele entendesse a visão. MAS QUE VISÃO? A que ficou sem explicação, ou seja, o período de 2.300 tardes e manhãs (ou anos).
Note a explicação de Gabriel:
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.” (Daniel 9:24)
Setenta semanas do período dos 2.300 dias se destinavam ao povo de Daniel, ou seja aos Judeus. Deus estava dando aos Judeus setenta semanas para se arrependerem e demonstrarem fidelidade a Ele. Mas não seriam 70 semanas literais, seriam semanas proféticas.
Observem o texto de Ezequiel:
“Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Judá. Quarenta dias Te dei, cada dia por um ano.” (Ezequiel 4:6 e 7)
Nesta profecia referente a Israel, Deus usou um dia para representar um ano. E não há dúvida que o mesmo princípio deve ser aplicado nesta profecia de Daniel. Toda dúvida desaparece quando vemos o seu cumprimento matemático.


Portanto os 2.300 dias são 2.300 anos.
As 70 semanas são 490 dias que são iguais a 490 anos.


Você percebeu que assim que Gabriel chegou já começou a falar de um aspecto particular?
O TEMPO.
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade...” (Daniel 9:25)
A palavra aqui vertida por “determinadas” significa literalmente “separadas” ou “cortadas”.
Mas separada do que?


Visto que os 2.300 dias foram o único período mencionado anteriormente, o qual Daniel não havia entendido ainda, as 70 semanas são, portanto, uma parte dos 2.300 dias e os dois períodos devem começar simultâneamente.
A primeira parte dos 2.300 anos são então estes 490 anos (as 70 semanas de Daniel 9:24).


Mas... Quando tem início esse grande período profético?
“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, em tempos angustiosos.”
(Daniel 9:25)
A profecia começa quando é emitido o decreto para a reconstrução de Jerusalém. Ele foi emitido por Artarxerxes, rei da Pérsia, no ano 457 a.C.
Embora três decretos persas sejam mencionados no livro de Esdras nesse sentido:
- O decreto de Ciro para a reconstrução da casa de Deus, em 536 a.C. (Esdras 1:1 a 4)
- O decreto de Dario para a continuação da obra que havia sido interrompida em 519 a.C. (Esdras 6:1 a 12)
- E o decreto de Artarxerxes a Esdras, em 457 a.C. (Esdras 7:11 a 26). Este decreto é o único dos três que pode ser considerado como uma resposta à idéia de “restaurar e reconstruir Jerusalém.” Esse decreto entrou em vigor no outono de 457 a.C.
“Os anos do reinado de Artaxerxes estão entre as datas mais facilmente estabelecidas da História. O cânon de Ptolomeu com sua lista de reis e observações astronômicas, as Olimpíadas Gregas e as alusões na história grega aos negócios persas, tudo combina para colocar o sétimo ano de Artarxerxes em 457 a.C., fora de qualquer controvérsia.” Urias Smith “The Prophecy of Daniel and Revelation”, 208.
Agora já temos uma data para colocarmos em nossa linha do tempo. Você ficará atônito ao verificar a exatidão profética do tempo em que estamos vivendo.


“até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas;” (Daniel 9:25)
Até o ungido, ao Príncipe (Jesus Cristo) haveriam 7 semanas + 62 semanas.

7 semanas = 49 dias proféticos (anos)
62 semanas = 434 dias proféticos (anos)
Isto dá um total de 483 anos.

Se contarmos a partir de 457 a.C. (a data em que iniciamos o período profético chegaremos ao ano 27 d.C.


O que ocorreu no ano 27 d.C.?


Foi neste ano que Jesus ao ser batizado recebeu a unção do Espírito Santo.
Note como Mateus descreve a cena em que Jesus veio para ser batizado por João Batista – que não queria realizar a cerimônia por se achar indigno diante de Cristo:
“Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se Lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre Ele.” (Mateus 3:15 e 16)
Nesta ocasião Jesus foi ungido pelo Espírito Santo em forma de pomba e o próprio Deus estava presente.
Assim é descrito o episódio no evangelho de Lucas:

“E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” (Lucas 3:21 e 22)


Esta foi a data em que Jesus foi ungido.
Isto ocorreu no ano 27 d.C. exatamente 483 anos depois de 457 a.C.

MAIS UMA PROFECIA CUMPRIDA.

Perceba a maravilha dessa profecia cumprida:
- “Sete semanas,” ou 49 anos (457 a 408 a.C) para o início da reconstrução de Jerusalém.
- “Sessenta e duas semanas,” ou 434 anos (408 a.C. a 27 d.C.) para a unção do “Messias, o Príncipe,” isto é, o batismo de Jesus.



Cumpre-se, de forma matemática, uma das partes da profecia das 2.300 tardes e manhãs.
Mas alguém poderia dizer que isto é muito conveniente.
Como se pode saber que esta data é precisa?
Simples, porque esta data era muito importante para o Inspirador de toda a Bíblia.
Sim, eu estou falando de Deus. A própria Bíblia diz que...
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” (II Timóteo 3:16)
E Deus sabia que esta seria uma data muito importante. A partir desta data se poderia determinar outras datas. Poderia se determinar a veracidade da profecia de Daniel 8 e 9. Poderia se determinar o início do Juízo no Tempo do Fim (o julgamento). E... pode-se determinar a data do início do pecado aqui na terra.
Tenha paciência e você logo verá que tudo se encaixa precisamente.
Esta data era tão importante que Deus não queria que houvesse dúvidas quanto a ela.

“No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Felipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. Ele percorreu toda circunvizinhança do Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.” (Lucas 3:1 e 2)
Você percebeu quantos dados para confirmar a data em que Jesus foi batizado? Não há dúvida.

Jesus foi batizado no ano 27 d.C.

E para ser mais preciso ainda, Jesus foi batizado no outono do ano 27, sendo “quase de trinta anos”.
Guarde bem esta data, ela será de extrema importância para as nossas considerações. Na realidade esta data é vital para se determinar a data da entrada do pecado no mundo.No batismo de Jesus, Ele foi ungido pelo Espírito Santo. Sem dúvida, Ele era o Ungido – o Messias. Isso ocorreu no início do Seu ministério, no ano 27 d.C. – exatamente no tempo mencionado na profecia. Essa predição foi feita mais de quinhentos anos antes de seu cumprimento com surpreendente precisão. E com isso temos mais uma data para colocarmos em nossa linha do tempo. (note na figura anterior)


Mas vamos verificar o verso 26 de Daniel 9:
“Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.” (Daniel 9:26)


A intenção dessa passagem não é marcar a data exata da morte de Jesus, mas Gabriel afirma que depois das 62 semanas o Ungido seria tirado. Ele afirma que depois disto um povo de um príncipe viria e destruiria Jerusalém. E isto de fato ocorreu quando os exércitos romanos liderados pelo general Tito, invadiram e destruíram Jerusalém no ano 70 d.C. Invasões dessa natureza eram comparadas a inundações, o que explica a referência a um dilúvio; e a afirmação de que “até ao fim haverá guerra” retrata bem os combates e o derramamento de sangue dos últimos 2.000 anos da história da humanidade.


MAIS UMA PROFECIA CUMPRIDA.


O próximo texto, Daniel 9:27 já apresenta mais uma data:
“Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” (Daniel 9:27)


Neste verso encontramos a última semana.
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo...” (Daniel 9:24)


70 semanas = 490 anos


“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas...” (Daniel 9:25)

7 semanas = 49 dias proféticos (anos)
62 semanas = 434 dias proféticos (anos)
Isto dá um total de 483 anos.

Portanto falta ainda uma semana (7 dias/anos) para completar as 70 semanas ou os 490 anos. E aqui em Daniel 9:27 temos esta semana, ou sete anos, com alguns fatos que ocorreriam neste período. Jesus faria uma firme aliança com muitos nesta última semana. Na realidade após o batismo de Jesus no ano 27d.C. ele lançou as bases de sua igreja aqui na terra. Nesta última semana os judeus tiveram a oportunidade de se arrepender e se consagrar a Deus. Mas o texto diz que na metade desta última semana ele faria cessar o sacrifício e realmente na metade desta última semana Jesus foi morto. Ele foi o sacrifício. Se acrescentarmos 3 anos e meio (meia semana) ao ano 27d.C. chegaremos ao ano 31d.C., o ano exato da morte de Jesus na cruz.
Pois Jesus foi crucificado na Páscoa do ano 31, na primavera.
“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas...” (Mateus 27:50 e 51)
Já não era mais necessário o sacrifício de animais. O Grande Sacrifício, Jesus, para o qual todos os sacrifícios apontavam, fez com que esse sistema sacrifical cessasse.

MAIS UMA PROFECIA CUMPRIDA.

E agora temos mais uma data para colocar em nossa linha do tempo.



“No contexto de Daniel 9:26 pode-se ler: ‘e os judeus não mais serão Seu povo’. Após a crucifixão de Jesus, Deus em Sua misericórdia, concedeu-lhes mais três anos e meio para se arrependerem, mas eles não quiseram.” Verdades Bíblicas, 102.
Com um rápido cálculo matemático vemos que estas 70 semanas de Daniel 9:26 terminam no ano 34 d.C.


457 a.C. + 490 anos (70 semanas) = 34 d.C.


O que aconteceu no ano 34d.C. que mostre que alí se encerrou o período das 70 semanas?
A resposta pode ser encontrada em Atos 7:58-60; 8:1:
“E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.” (Atos 7:58-60; 8:1)
O apedrejamento de Estêvão confirmou a rejeição de Jesus como o Messias por parte dos líderes judeus em Jerusalém.
Na realidade três fatos nos são dados como indicação do fim dos 490 anos e a expansão da obra do evangelho ao resto do mundo:
1. O apedrejamento de Estêvão no ano 34 d.C. e a grande perseguição que espalhou os crentes através das regiões da Judéia e Samaria (Atos 8:1), e mais tarde para muitas outras terras. Atos 8:4 diz que “os dispersos iam por tôda parte anunciando a Palavra.”
2. Pedro foi dirigido por Deus em uma visão, e visitou os gentios na casa de Cornélio. E alguns foram batizados alí.
3. Saulo de Tarso, mais tarde chamado Paulo, o apóstolo dos gentios, foi convertido no caminho para Damasco e dalí em diante passou a levar a mensagem do evangelho por todas as partes.
E se isso ainda for insuficiente, leia o que Ellen G. White diz:“A semana - sete anos - terminou em 34 d.C. Então, pelo apedrejamento de Estêvão, os judeus selaram afinal sua rejeição do evangelho; os discípulos espalhados pela perseguição "iam por toda parte, anunciando a Palavra" (Atos 8:4), e pouco depois, Saulo, o perseguidor, se converteu e tornou-se Paulo, o apóstolo dos gentios.” - O Desejado de Todas as Nações, pág. 234.


MAIS UMA PROFECIA CUMPRIDA.



Procure extrair as lições do que você aprendeu até agora com este texto do livro O Desejado de Todas as Nações:
“A nota predominante da pregação de Cristo, era: "O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho." Mar. 1:15. Assim a mensagem evangélica, segundo era anunciada pelo próprio Salvador, baseava-se nas profecias. O "tempo" que declarava estar cumprido, era o período de que o anjo Gabriel falara a Daniel. "Setenta semanas", dissera o anjo, "estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos." Dan. 9:24. Um dia, profeticamente, representa um ano. Núm. 14:34. Ezeq. 4:6. As setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, representam quatrocentos e noventa anos. É dado um ponto de partida para esse período: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas" (Dan. 9:25), sessenta e nove semanas, ou quatrocentos e oitenta e três anos. A ordem para restaurar e edificar Jerusalém, confirmada pelo decreto de Artaxerxes Longímano (Esd. 6:14; 7:1), entrou em vigor no outono de 457 a.C. Daí, quatrocentos e oitenta e três anos estendem-se ao outono de 27 d.C. Segundo predição dos profetas, esse período devia chegar ao Messias, o Ungido. No ano 27, Jesus recebeu, em Seu batismo, a unção do Espírito Santo, e pouco depois começou Seu ministério. Foi então proclamada a mensagem: "O tempo está cumprido."
Então, disse o anjo: "Ele firmará um concerto com muitos por uma semana [sete anos]." Durante sete anos depois de começar o Salvador Seu ministério, o evangelho devia ser pregado especialmente aos judeus; três anos e meio, pelo próprio Cristo, e depois, pelos apóstolos. "Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares." Dan. 9:27. Na primavera de 31 d.C., Cristo, o verdadeiro sacrifício, foi oferecido no Calvário. Então o véu do templo se rasgou em dois, mostrando que a santidade e significação do serviço sacrifical desapareceram. Chegara o tempo de cessar o sacrifício terrestre e a oblação.
A semana - sete anos - terminou em 34 d.C. Então, pelo apedrejamento de Estêvão, os judeus selaram afinal sua rejeição do evangelho; os discípulos espalhados pela perseguição "iam por toda parte, anunciando a Palavra" (Atos 8:4), e pouco depois, Saulo, o perseguidor, se converteu e tornou-se Paulo, o apóstolo dos gentios.” - O Desejado de Todas as Nações, pág. 234.
O Espírito de Profecia afirma ainda que as pessoas que viviam no tempo da primeira vinda de Jesus poderiam ter conhecido o tempo e os acontecimentos previamente preditos por Daniel.
“O tempo da vinda de Cristo, Sua unção pelo Espírito Santo, Sua morte, e a pregação do evangelho aos gentios, foram definidamente indicados. O povo judeu teve o privilégio de compreender essas profecias e reconhecer seu cumprimento na missão de Jesus. Cristo insistia com Seus discípulos quanto à importância do estudo profético. Referindo-Se à profecia dada a Daniel acerca do tempo deles, disse: "Quem lê, entenda." Mat. 24:15. Depois de Sua ressurreição, explicou aos discípulos, começando por "todos os profetas", "o que dEle se achava em todas as Escrituras". Luc. 24:27. O Salvador falara por intermédio de todos os profetas. "O Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir." I Ped. 1:11.
Foi Gabriel, o anjo que ocupa a posição imediata ao Filho de Deus, que veio com a divina mensagem a Daniel.
Os judeus interpretaram e aplicaram mal a Palavra de Deus, e não conheceram o tempo de sua visitação. Os anos do ministério de Cristo e Seus apóstolos - os derradeiros anos de graça para o povo escolhido - passaram-nos tramando a destruição dos mensageiros do Senhor. Terrestres ambições os absorviam, e o oferecimento do reino espiritual foi-lhes feito em vão. Assim hoje o reino deste mundo absorve os pensamentos dos homens, e não observam o veloz cumprimento das profecias e os indícios do rápido aproximar do reino de Deus.”
- O Desejado de Todas as Nações, pág. 235.

O Espírito de Profecia afirma ainda que as pessoas que viviam no tempo da primeira vinda de Jesus poderiam ter conhecido o tempo e os acontecimentos previamente preditos por Daniel.

“O tempo da vinda de Cristo, Sua unção pelo Espírito Santo, Sua morte, e a pregação do evangelho aos gentios, foram definidamente indicados. O povo judeu teve o privilégio de compreender essas profecias e reconhecer seu cumprimento na missão de Jesus. Cristo insistia com Seus discípulos quanto à importância do estudo profético. Referindo-Se à profecia dada a Daniel acerca do tempo deles, disse: "Quem lê, entenda." Mat. 24:15. Depois de Sua ressurreição, explicou aos discípulos, começando por "todos os profetas", "o que dEle se achava em todas as Escrituras". Luc. 24:27. O Salvador falara por intermédio de todos os profetas. "O Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir." I Ped. 1:11.
Foi Gabriel, o anjo que ocupa a posição imediata ao Filho de Deus, que veio com a divina mensagem a Daniel. Os judeus interpretaram e aplicaram mal a Palavra de Deus, e não conheceram o tempo de sua visitação. Os anos do ministério de Cristo e Seus apóstolos - os derradeiros anos de graça para o povo escolhido - passaram-nos tramando a destruição dos mensageiros do Senhor. Terrestres ambições os absorviam, e o oferecimento do reino espiritual foi-lhes feito em vão. Assim hoje o reino deste mundo absorve os pensamentos dos homens, e não observam o veloz cumprimento das profecias e os indícios do rápido aproximar do reino de Deus.”
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- O Desejado de Todas as Nações, pág. 235.