Livro completo "Chegou a Hora"

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nenhum Período de Tempo Após 1.844?

O Dia e a Hora da Volta de Jesus

Você poderia dizer:
“Jonatan, você não deve mexer com isso. ‘O dia, nem a hora, ninguém sabe’, e não devemos marcar data para a volta de Jesus.”
 Sei disso, aliás, não somos nós quem marcamos ou marcaremos a data para a volta de Jesus, mas o Pai.
Procurei ler todos os textos aonde Jesus fala sobre esse assunto (especialmente em Mateus 24 e 25). Também li o que a Sra. White escreveu em sua época para aqueles que marcaram novas datas para a volta de Jesus. E acreditem, o mais importante não é a data, mas o evento. E ainda mais importante é estarmos preparados na data da volta.
De fato, não é possível (pelo menos ainda não pude descobrir) definir uma data e uma hora para a volta de Jesus. Mesmo a Sra. White que ouviu de Deus o dia e a hora da segunda vinda de Cristo, não a pode registrar.
Falando Deus o dia e a hora da vinda de Jesus, e declarando o concerto eterno com o Seu povo, proferia uma sentença e então silenciava, enquanto as palavras estavam a repercutir pela Terra. O Israel de Deus permanecia com os olhos fixos para cima, ouvindo as palavras enquanto elas vinham da boca de Jeová e ressoavam pela Terra como estrondos do mais forte trovão. Era terrivelmente solene. No fim de cada sentença os anjos aclamavam: “Glória! Aleluia!”
O rosto deles iluminava-se com a glória de Deus, e resplandeciam de glória como fazia o de Moisés quando desceu do Sinai. Os ímpios não podiam olhar para eles por causa da glória. E, quando a interminável bênção foi pronunciada sobre os que haviam honrado a Deus santificando o Seu sábado, houve uma grande aclamação de vitória sobre a besta e sua imagem.” - Primeiros Escritos, pág. 285 e 286.
Percebe que vai haver um momento, antes da volta de Jesus, que o dia e a hora da volta de Jesus será anunciada aos seus servos?
Todavia, quando Ellen G. White escreveu este texto, ela não tinha...
“...o mais leve conhecimento quanto ao tempo anunciado pela voz de Deus. Ouvi a hora proclamada, mas não tinha lembrança alguma daquela hora depois que saí da visão. Cenas de tal emoção, solene interesse, passaram por mim de maneira que linguagem alguma é capaz de descrever. Foi tudo viva realidade para mim, pois logo a seguir a ela, apareceu a grande nuvem branca, sobre a qual estava assentado o Filho do homem.”Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 76.
Mas será que existe alguma proibição em continuar a estudar sobre quando ocorrerá a volta de Jesus?
“Muitos há no mundo hoje que fecham os olhos às evidências dadas por Cristo para advertir os homens sobre Sua vinda. Buscam aquietar toda a apreensão, ao mesmo tempo em que os sinais do fim se cumprem rapidamente e o mundo se apressa em direção ao tempo em que o Filho do homem Se revelará nas nuvens do céu. Paulo ensina ser pecaminoso mostrar-se indiferente aos sinais que devem preceder à segunda vinda de Cristo. Aos culpados desta negligência chama ele filhos da noite e das trevas. Ao vigilante e atento anima ele com estas palavras: “Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão. Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios.” I Tess. 5:4-6.
Especialmente importante para a igreja em nosso tempo são os ensinamentos do apóstolo sobre este ponto. Para os que vivem tão próximo da grande consumação, as palavras de Paulo devem ter eloquente força: “Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade, e tendo por capacete a esperança da salvação. Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com Ele. I Tess. 5:8-10.” - Atos dos Apóstolos, pág. 261.
Vamos continuar a estudar para não ficarmos em trevas, mas na luz de Cristo.


Nenhum Período de Tempo Após 1.844

Muitos adventistas utilizam textos de Ellen G. White para dizer que depois de 1844 não se pode ter nenhuma mensagem baseada em tempo. O principal aparece no Comentário Bíblico Adventista, Vol. 7, pág. 971:
“Esse tempo, que o Anjo mencionou com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo de graça, mas do tempo profético, que precederia o advento de nosso Senhor. Ou seja, o povo não terá outra mensagem com tempo definido. Após o fim desse período de tempo que vai de 1842 a 1844, não pode haver um traçado definido de tempo profético. O mais longo cômputo chega ao outono de 1844.” - (Ms 59, 1900; citado no Comentário Bíblico Adventista (SDABC Vol. 7, pág. 971; também citado na Meditação Matinal “Cristo Triunfante”, pág. 344 onde menciona ter sido retirado de Manuscript Releases, vol. 19, pág. 319-321). The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 971.
Para entendermos o que isso quer dizer, precisamos ver o contexto. Porém, antes, vamos ao texto bíblico, pois esta citação aparece no Comentário Bíblico Adventista para explicar Apocalipse 10:1 a 11.
“Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes.” (Apocalipse 10:1 a 3)

Quem é este anjo forte?

O poderoso Anjo que instruiu a João não era ninguém menos que JESUS CRISTO. Colocando Seu pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, mostra a parte que está desempenhando nas cenas finais do grande conflito com Satanás. Essa posição denota Seu supremo poder e autoridade sobre toda a terra. O conflito se tornou mais forte e decidido de século em século, e continuará assim até às cenas conclusivas, quando a magistral atuação dos poderes das trevas atingir seu clímax.
Satanás, unido com os homens maus, enganará todo o mundo e as igrejas que não recebam o amor da verdade. Mas o poderoso Anjo demanda atenção. Ele clama com forte voz. Ele vai mostrar o poder e a autoridade de Sua voz para aqueles que se uniram com Satanás para se oporem à verdade.” - The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 971.
O próprio Jesus é este Anjo forte que desce até a terra
com um livrinho aberto na mão.


Que livrinho era este?

“A linguagem sugere que o livrinho não estivera sempre aberto. A mensagem simbolizada por este anjo abriu o livro para permitir o estudo do seu conteúdo. Que livro poderia ser esse? Parece haver apenas uma resposta, pois, quanto se saiba, a única parte das Escrituras que foi fechada ou selada foi uma porção do livro de Daniel. Ao profeta foi ordenado definitivamente: ‘Fecha estas palavras e sela este livro até o tempo do fim.’ Daniel 12:4. Uma vez que esta parte do livro de Daniel foi fechada somente até o tempo do fim, segue-se naturalmente que nesse tempo do fim ele seria aberto.” As Revelações do Apocalipse, 114.
Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, as profecias registradas por Daniel demandam nossa especial atenção, visto relacionarem-se com o próprio tempo em que estamos vivendo. Com elas devem-se ligar os ensinos do último livro das Escrituras do Novo Testamento. Satanás tem levado muitos a crer que as porções proféticas dos escritos de Daniel e João, o revelador, não podem ser compreendidas. Mas a promessa é clara de que bênção especial acompanhará o estudo dessas profecias. ‘Os sábios entenderão’, foi dito com respeito às visões de Daniel que deviam ser abertas nos últimos dias.” - Profetas e Reis, pág. 547 e 548.
“Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas.
 Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.”  (Apocalipse 10:4 a 7)
Jesus, o Criador do céu, da terra, do mar e tudo o que neles há, afirma que quando o sétimo anjo estiver para tocar a sétima trombeta, cumprir-se-á o mistério de Deus, ou seja, a segunda vinda de Cristo.
Para não prolongar muito o nosso estudo, não coloquei a sequência profética das sete trombetas descritas em Apocalipse 8, 9 e 11. Mas estamos vivendo nos últimos momentos da sexta trombeta. E aqui o próprio JESUS NOS DIZ QUE JÁ NÃO HAVERÁ MAIS DEMORA. Isto indica que falta pouco tempo para a volta de Jesus. Vivemos muito próximos ao tempo em que Ele virá.
 “A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.
Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel.
Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo.”  (Apocalipse 10:8 a 10)
“Depois que os sete trovões se pronunciaram, vem a instrução a João, assim como a Daniel, a respeito do livrinho: “Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram.” Apocalipse 10:4. Isto está relacionado com eventos futuros que serão revelados em sua ordem. Daniel estará de pé na sua porção no final dos dias. João vê o livrinho aberto. Então as profecias de Daniel têm seu devido lugar na primeira, segunda e terceira mensagens angélicas a serem dadas ao mundo. A abertura do livrinho foi a mensagem relacionada com o tempo.” - The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 971.
Que mensagem é essa relacionada com o tempo? E o que elas tem a ver com as mensagens angélicas? Vejamos cada uma delas:

1ª Mensagem Angélica

 “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”  (Apocalipse 14:6 e 7)
Note que esta mensagem, anunciando que o juízo ou julgamento havia chegado, é a mensagem que foi pregada pelos adventistas mileritas e que continua a ser pregada pelos adventistas do sétimo dia. Eles têm a mensagem do sábado que ordena a adoração Daquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
Esta mensagem começou a ser pregada pouco antes de 1844 e continuará a ser pregada até que a última pessoa da terra seja julgada, ou seja, esta mensagem soará até o fechamento da porta da Graça.

2ª Mensagem Angélica

 “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”  (Apocalipse 14:8)
“Os cristãos, a exemplo dos antigos edificadores de Babel, volveram-se do evangelho eterno para seguirem sua própria diversão, com a teoria da evolução substituindo o relato bíblico da criação. Está sendo proclamada hoje, não só nos centros de saber, mas mesmo dos púlpitos. O efeito desta moderna teoria evolucionária sobre a crença cristã é tremenda. A fé está sendo sutilmente minada.” As Revelações do Apocalipse, 172.
O cristianismo apostatado está usando as doutrinas de Babilônia. “Cada doutrina falsa encontrada na antiga Babilônia – espiritismo, adoração do Sol (a guarda do domingo), astrologia, etc., com todos os males que as acompanhavam – pode ser encontrada na moderna Babilônia.
Este é um outro alerta para todo cristão que quer seguir a Cristo hoje.

3ª Mensagem Angélica

Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.
 A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.”  (Apocalipse 14:9 a 11)
Esta é uma advertência contra a falsa adoração. Nenhuma mensagem em toda Bíblia é tão solene como esta, e vem com especial significado, em vista da apostasia mundial profetizada no capítulo 13:16 e 17 de Apocalipse, quando será imposto o decreto dominical, ou seja, obediência ao poder apóstata.
“Cristo está vindo pela segunda vez, com poder para salvar. Para preparar os seres humanos para este evento, Ele mandou a primeira, segunda e terceira  mensagens  angélicas.  Estes  anjos  representam  aqueles  que   recebem   a verdade, e com poder abrem o evangelho para o mundo.” - A Verdade Sobre os Anjos, pág. 247.
Isto é, os que guardam os mandamentos de Deus e (possuem) a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12)
Que mensagem é essa relacionada com tempo
e qual sua relação com as Mensagens Angélicas?

É a mensagem do juízo, do julgamento, que começou a soar em 1844 quando terminou a grande linha profética das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14.


 “João vê o livrinho aberto. Então as profecias de Daniel têm seu devido lugar na primeira, segunda e terceira mensagens angélicas a serem dadas ao mundo. A abertura do livrinho foi a mensagem relacionada com o tempo.
Os livros de Daniel e Apocalipse são um. Um é profecia; o outro revelação; um é o livro selado, o outro, o livro aberto. João ouviu os mistérios que os sete trovões proferiram, mas lhe foi ordenado não escrevê-los.
A luz especial dada a João, expressa nos sete trovões, foi a descrição dos eventos que ocorreriam sob a primeira e segunda mensagens angélicas. Não era o melhor para o povo conhecer estas coisas, porque sua fé deveria ser testada. Na ordem de Deus se proclamariam as verdades mais maravilhosas e avançadas. A primeira e segunda mensagens angélicas deviam ser proclamadas, mas nenhuma luz adicional foi revelada antes que essas mensagens tivessem realizado sua obra específica. Isto é representado pelo Anjo que está com um pé no mar, proclamando com o mais solene juramento que o tempo não se deve prolongar mais.”
“Esse tempo, que o Anjo mencionou com solene juramento não é o fim da história deste mundo, nem do tempo de graça, mas do tempo profético que precederia o advento de nosso Senhor. Ou seja, o povo não terá outra mensagem com tempo definido. Após o fim desse período de tempo que vai de 1842 a 1844, não pode haver um traçado definido de tempo profético. O mais longo cômputo chega ao outono de 1844.  (Parte colocada no Comentário Bíblico Adventista e usado por muitos para confirmar que não haverá mais nenhuma mensagem baseada em tempo.)
A posição do Anjo, com um pé sobre o mar e outro sobre a terra, significa a ampla extensão da proclamação da mensagem. Atravessará a vastidão das águas e será proclamada em outros países, chegando ao mundo inteiro. A compreensão da verdade, o alegre recebimento da mensagem são representados pelo comer do livrinho. A verdade acerca do tempo do advento de nosso Senhor foi uma preciosa mensagem para nossa alma.” (SDABC Vol. 7, pág. 971)
“A maior obra a ser feita nesta vida é a preparação para a vida futura, para essa vida que se mede com a vida de Deus. Nos foi concedido um tempo de prova no qual, apesar das dificuldades, podemos cultivar virtudes que nos levarão a uma vida mais elevada. O amor puro de um para com outro é exercido por aqueles que são participantes da natureza divina.” Manuscrip Releases, 59, 1900
Esta é a citação completa do Manuscrip Releases 59.
Nesta citação Jesus é apresentado como o poderoso Anjo que realiza um juramento que se refere a Apocalipse 10, mas que ainda assim não deixa de ter uma relação com o livro de Daniel, em especial com o período das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14.  Apocalipse 10 resume a experiência do povo adventista em seu início, que ao basear-se em uma interpretação errada do evento que iria se cumprir em 22 de Outubro de 1844 (outono, no hemisfério norte), sofreram uma amarga decepção. Ou seja, o livro que era doce como o mel – a mensagem da breve volta de Jesus em 1844 – se tornou amargo quando Cristo não voltou na data que esperavam. Esta experiência está muito bem descrita no livro O Grande Conflito, a partir do capítulo 17.
E Apocalipse 10:11 termina dizendo:
“É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.”
De fato, as mensagens dos três anjos continuam soando, pois...
“...estes anjos representam aqueles que recebem a verdade, e com poder abrem o evangelho para o mundo. - Letter 79, 1900.
Este tema deve ser assunto para nosso estudo também, pois as três mensagens angélicas são muito importante para o nosso tempo.
Assim, posso concluir ao estudar o manuscrito 59 por completo que:
a)       Em 1844 terminaram os tempos proféticos abrangidos na grande linha de tempo dos 2300 anos, (que inclui as setenta semanas e todos seus detalhes), ou seja, que ninguém deve fazer novos cômputos com base no princípio dia/ano para unir ao período maior (ou total) dos 2300 anos. Este período terminou no outono de 1844, e não deve ser juntado a nenhum outro. Mesmo porque todos que continuaram a marcar uma nova data para a volta de Cristo baseando-se em um possível erro na interpretação profética da profecia de Daniel 8:14, só sofreram desapontamento após desapontamento.
b)      Que depois de 1844 ninguém deve fixar datas no sentido em que os mileritas aplicaram ao princípio para o dia 22 de Outubro de 1844, como fizeram os Adventistas do Primeiro Dia depois, crendo que Cristo voltaria em alguma data exata que estava escondida dentro de um período profético. 
Alguns podem argumentar dizendo que a Sra. White diz que a profecia das 2.300 tardes e manhãs é “o último período de tempo apresentado na Bíblia”. Já li este texto que aparece na página 71 do livro Cristo em Seu Santuário e está repetido na página 351 do livro O Grande Conflito. Notem o que diz:
“A experiência dos discípulos que pregaram “o evangelho do reino” no primeiro advento de Cristo, teve seu paralelo na experiência dos que proclamaram a mensagem de Seu segundo advento. Assim como saíram os discípulos a pregar: “O tempo está cumprido, o reino de Deus está próximo”, Miller e seus companheiros proclamaram que o período profético mais longo e o último apresentado na Bíblia estava a ponto de terminar, que o juízo estava próximo, e que deveria ser inaugurado o reino eterno. A pregação dos discípulos com relação ao tempo, baseava-se nas setenta semanas de Daniel 9. A mensagem apresentada por Miller e seus companheiros anunciava a terminação dos 2.300 dias de Daniel 8:14, dos quais as setenta semanas fazem parte. Cada uma dessas pregações se baseava no cumprimento de uma porção diversa do mesmo grande período profético.
Do mesmo modo que os primeiros discípulos, Guilherme Miller e seus companheiros não compreenderam inteiramente o significado da mensagem que apresentavam. Erros, que havia muito se achavam estabelecidos na igreja, impediam-nos de chegar a uma interpretação correta de um ponto importante da profecia.” - Cristo em Seu Santuário, pág. 71 e 72.
Miller e seus companheiros proclamaram que o período profético mais longo e o último apresentado na Bíblia estava a ponto de terminar, que o juízo estava próximo, e que deveria ser inaugurado o reino eterno. A pregação dos discípulos com relação ao tempo, baseava-se nas setenta semanas de Daniel 9. A mensagem apresentada por Miller e seus companheiros anunciava a terminação dos 2.300 dias de Daniel 8:14, dos quais as setenta semanas fazem parte. Cada uma dessas pregações se baseava no cumprimento de uma porção diversa do mesmo grande período profético.
Do mesmo modo que os primeiros discípulos, Guilherme Miller e seus companheiros não compreenderam inteiramente o significado da mensagem que apresentavam. Erros, que havia muito se achavam estabelecidos na igreja, impediam-nos de chegar a uma interpretação correta de um ponto importante da profecia.” - O Grande Conflito, pág. 351.
Sobre esses dois textos (que são iguais, mas estão em livros diferentes) entendemos que quem disse que este período de tempo era o último apresentado na Bíblia foi Guilherme Miller e seus companheiros. A Sra. White apenas comenta o fato, e ainda diz que eles, além de não compreenderem a profecia, cometeram erros.
“A profecia tem estado a cumprir-se, ponto por ponto. Quanto mais firmes estivermos sob a bandeira da mensagem do terceiro anjo, tanto mais claro havemos de compreender a profecia de Daniel; pois o Apocalipse é o suplemento de Daniel. Quanto mais plenamente aceitarmos a luz apresentada pelo Espírito Santo mediante os consagrados servos de Deus, tanto mais profundas e essas mensagens foram dadas, não para aqueles que enunciaram as profecias, mas para nós que vivemos entre as cenas de seu cumprimento.” - Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 114.
A própria Sra. White nos diz que devemos nos precaver quanto a marcar datas para a volta de Jesus.
“Deus pôs sob o Seu domínio os tempos e as estações. E por que nos não concedeu Deus esse conhecimento? Porque se no-lo concedesse, não faríamos dele uso correto. Desse conhecimento resultaria um estado de coisas tal entre nosso povo que retardaria grandemente a obra de Deus na preparação de um povo que subsista no grande dia que está para vir. Não nos devemos absorver com especulações relativas aos tempos e estações que Deus não revelou. Jesus mandou que os discípulos “vigiassem”, mas não por um tempo determinado. Seus seguidores devem estar na situação de quem espera as ordens do seu comandante; devem vigiar, esperar, orar e trabalhar à medida que se aproxima o tempo da vinda do Senhor; mas ninguém poderá predizer JUSTAMENTE quando chegará esse tempo, porque “daquele dia e hora ninguém sabe”. Mat. 24:36. Não podereis dizer que Ele virá daqui a um ano, ou dois, ou cinco anos, nem deveis postergar a Sua vinda com declarar que não se dará antes de dez ou vinte anos. ... Não nos é dado saber o tempo definido, nem do derramamento do Espírito Santo, nem da vinda de Cristo.” - Review and Herald, 22/03/1892, Evangelismo, pág. 221.
O TEMPO EXATO da vinda de nosso Senhor, diz a Bíblia, acha-se além do conhecimento dos mortais. Mesmo os anjos que ministram aos que hão de ser herdeiros da salvação, não sabem o dia nem a hora. "Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do Céu, mas unicamente Meu Pai." Mat. 24:36.” - Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 504.
“Não pertencemos à classe de pessoas que definem o exato período de tempo que decorrerá antes da segunda vinda de Jesus com poder e grande glória. Alguns marcaram certo tempo, e quando esse tempo passou, seu espírito presunçoso não aceitou a repreensão, e eles têm marcado diversas outras datas; numerosos fracassos caracterizaram-nos, porém, como falsos profetas.
“As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre.” Deut. 29:29. A despeito do fato de haver falsos profetas, também há os que pregam a verdade segundo é apresentada nas Escrituras. Com profundo ardor e com genuína fé, movidos pelo Espírito Santo, eles estão incitando mentes e corações, mostrando-lhes que estamos vivendo perto da segunda vinda de Cristo, mas o dia e a hora de Seu aparecimento acham-se fora do alcance da compreensão humana; pois “daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai”. Mat. 24:36.
Deus estabeleceu, porém, um dia para o término da história deste mundo. “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.” Mat. 24:14. A profecia se cumpre rapidamente. Mais, muito mais deve ser dito acerca destes assuntos tremendamente importantes. Perto está o dia em que será decidido para sempre o destino de toda a alma. ESSE DIA DO SENHOR MUITO SE APRESSA.” - Fundamentos da Educação Cristã, pág. 335.
Não parece ser isso um tanto contraditório?
Não se sabe nem o dia, nem a hora... e por isso não devemos estudar?
Ellen G. White está dizendo sobre definir o TEMPO EXATO para a volta de Jesus.
Leiam o que ela escreveu sobre o assunto no livro O Grande Conflito:
“Daquele dia e hora ninguém sabe”, era o argumento mais frequentemente aduzido pelos que rejeitavam a fé do advento.
A passagem é: “Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do Céu, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai.” Mat. 24:36. Uma explicação clara e harmoniosa desta passagem era apresentada pelos que aguardavam o Senhor, e o emprego errôneo que da mesma faziam seus oponentes foi claramente demonstrado. Estas palavras foram proferidas por Cristo na memorável conversação com os discípulos, no Monte das Oliveiras, depois que Ele, pela última vez, Se afastou do templo. Os discípulos haviam feito a pergunta: “Que sinal haverá de Tua vinda e do fim do mundo?” Jesus lhes deu sinais, e disse:
“Quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo às portas.” Mat. 24:3 e 33. NÃO SE DEVE ADMITIR QUE UMA DECLARAÇÃO DO SENHOR DESTRUA OUTRA. CONQUANTO NINGUÉM SAIBA O DIA OU A HORA DE SUA VINDA, SOMOS INSTRUÍDOS QUANTO À SUA PROXIMIDADE, E ISTO NOS É EXIGIDO SABER.
Demais, é-nos ensinado que desatender à advertência ou recusar saber a proximidade do advento do Salvador, ser-nos-á tão fatal como foi aos que viveram nos dias de Noé o não saber quando viria o dilúvio.” - O Grande Conflito, pág. 370.

Perceberam?
Nos é exigido saber
a proximidade da volta de Jesus.

E será fatal se não a soubermos.
“Paulo fala de uma classe para a qual o aparecimento do Senhor há de ser surpresa. “O dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição, ... e de modo nenhum escaparão.”  Mas ele diz aos que atendem à advertência do Salvador: “Vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.” I Tess. 5:2-5
Mostrou-se assim que as Escrituras não oferecem garantia aos homens que permanecem em ignorância com relação à proximidade da vinda de Cristo.
 Aqueles, porém, que unicamente desejavam uma desculpa para rejeitar a verdade, fechavam os ouvidos a esta explicação; e as palavras – “Daquele dia e hora ninguém sabe” - continuaram a ser repetidas pelos audaciosos escarnecedores e mesmo pelos professos ministros de Cristo.” - O Grande Conflito, pág. 371.
Não devemos ser contados entre aqueles escarnecedores descritos por Pedro e sobre os quais a Sra. White escreveu:
“Olhando através dos séculos para o fim do tempo, Pedro foi inspirado a esboçar as condições que prevaleceriam no mundo antes da segunda vinda de Cristo. “Nos últimos dias virão escarnecedores”, escreveu, “andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” II Ped. 3:3 e 4. Mas “quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição”. I Tess. 5:3. Nem todos, porém, seriam enganados pelos ardis do inimigo. Ao aproximar-se o fim de todas as coisas terrestres, haveria fiéis capazes de discernir os sinais dos tempos. Conquanto um grande número de professos crentes negasse a sua fé por suas obras, haveria um remanescente que perseveraria até o fim.
Pedro conservou viva em seu coração a esperança da volta de Cristo, e assegurou à igreja a certeza do cumprimento da promessa do Salvador: “Se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo.” João 14:3. Aos provados e fiéis a vinda de Cristo poderia parecer estar sendo demasiado dilatada, mas o apóstolo assegurou-lhes: “O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.     Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a Terra, e as obras que nela há, se queimarão.
Havendo pois de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova Terra, em que habita a justiça.
Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que dEle sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada. ... Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.” II Ped. 3:11-18.” - Atos dos Apóstolos, pág. 537.
Devemos compreender o tempo em que vivemos. Não o compreendemos nem pela metade. Não o apreendemos pela metade. Meu coração treme dentro de mim quando penso qual o inimigo que temos a defrontar e quão pobremente nos achamos preparados para defrontá-lo. As provas dos filhos de Israel, e sua atitude justamente antes da vinda de Cristo, foram-me apresentadas repetidamente para ilustrar a posição do povo de Deus em sua experiência antes da segunda vinda de Cristo - como o inimigo procurou toda ocasião para assumir o controle da mente dos judeus, e hoje procura ele cegar a mente dos servos de Deus, a fim de que não sejam capazes de discernir a preciosa verdade.” - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 406.
Portanto, continuemos nosso estudo fazendo as seguintes perguntas:
Em que tempo estamos vivendo?
Quando terminarão os seis mil anos?
Como se pode iniciar uma contagem confiável?
Existe algum marco profético que marca o início da contagem?
Sim, existe.

É possível determinar o tempo da entrada do pecado no mundo. Mas não podemos dizer a data com precisão, embora possamos chegar muito próximo dela (claro que o conceito de próximo pode variar de pessoa para pessoa)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O que pensa a Igreja Adventista sobre esse período de 6.000 anos?

O que pensa a Igreja Adventista
sobre esse período de 6.000 anos?

A Revista Adventista de agosto de 2005, trouxe o sermão que o Pr. Matthew Bediako, secretário da Associação Geral dos Adventistas do 7º Dia, fez no dia 2 de julho em St. Louis, na 58ª sessão da Associação Geral. Em seu sermão ele disse: “Amigos, cerca de seis mil anos atrás o inimigo sequestrou este planeta. Ele nos mantém reféns. Mas a boa notícia é que nossa equipe de resgate está a caminho, liderada pelo Príncipe Emanuel, nosso Senhor e Salvador.”
O livro “Estudos Bíblicos, Guia Completo de Orientação e Estudo das Escrituras Sagradas”, editado pela Casa Publicadora Brasileira, tem um estudo sobre o período do Milênio. O Milênio é o período de tempo de mil anos descrito em Apocalipse 20, em que os justos estarão nos céus com Cristo e os ímpios estarão mortos na terra. Nesse período Satanás estará preso aqui na terra, sem ter ninguém para tentar (Apocalipse 20:1 a 3).
Após esse período, Satanás é solto, por um curto período de tempo (Apocalipse 20:3), os ímpios ressurgem (Apocalipse 20:5), a cidade celeste desce até a Terra com os salvos (Apocalipse 20:9) e Satanás e os ímpios fazem guerra contra a cidade e são destruídos (Apocalipse 20:9).
Após esse episódio a Terra é recriada e se torna o lar dos remidos por toda a eternidade.
Nesse período de mil anos, ou milênio, descrito em Apocalipse, Satanás e os ímpios estarão na terra, e os justos estarão no Céu com Cristo.
E é justamente nesse estudo sobre o milênio que encontrei a seguinte citação:
 “O milênio é o grande sábado de repouso, tanto para a Terra como para o povo de Deus. Por seis mil anos a Terra e seus habitantes estiveram gemendo sob a maldição do pecado. O milênio será um sábado de repouso e libertamento: pois que diz o profeta relativamente à Terra: ‘Todos os dias da desolação repousou.’ II Crônicas 36:21. ‘Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.’ Hebreus 4:9. Isso precede o estado novo da Terra.” – Estudos Bíblicos – Guia Completo de Orientação e Estudo das Sagradas Escrituras, pág. 139.
“O cativeiro babilônico de Israel, executado por Nabucodonosor e seus filhos, durou setenta anos porque durante 420 anos, ou seis vezes setenta anos – desde os dias de Salomão até ao tempo de Nabucodonosor – haviam grandemente negligenciado a observância do sábado. Ver Ezeq. 22:8 e 26; Je. 25:8-11; 17:24 e 27; II Crôn. 36:15-21. Os setenta anos de desolação repararam os 420 anos de profanação do sábado. Também durante o milênio, ou os mil anos após a segunda vinda de Cristo, toda a Terra estará desolada ou em repouso por mil anos, por haverem os habitantes do mundo, durante seis mil anos, desrespeitado o sábado. Ver referências a esse período e estados, em Apoc. 20:1 a 4; Isa. 24:1 a 6; Jer. 4:23-27. Os períodos de repouso e desolação da Terra são compensações sabáticas divinamente designadas por causa da irreligiosidade do homem, manifestada na profanação do sábado. São lições impressivas da importância de observar o sábado do sétimo dia, e os resultados de quebra-lo e desatendê-lo.” – Estudos Bíblicos – Guia Completo de Orientação e Estudo das Sagradas Escrituras, pág. 182.
Ao ler o livro “O Grande Conflito” podemos perceber o mesmo pensamento sobre o milênio:
Aqui deverá ser a morada de Satanás com seus anjos maus durante mil anos. Restrito à Terra, não terá acesso a outros mundos, para tentar e molestar os que jamais caíram. É neste sentido que ele está amarrado: ninguém ficou de resto, sobre quem ele possa exercer seu poder. Está inteiramente separado da obra de engano e ruína que durante tantos séculos foi seu único deleite.  
Durante SEIS MIL ANOS a obra de rebelião de Satanás tem feito “estremecer a Terra”. Ele tornou “o mundo como um deserto”, e destruiu “as suas cidades”. E “a seus cativos não deixava ir soltos”. Durante SEIS MIL ANOS o seu cárcere (o sepulcro) recebeu o povo de Deus, e ele os queria conservar cativos para sempre; mas Cristo quebrou os seus laços, pondo em liberdade os prisioneiros
Mesmo os ímpios agora se acham colocados fora do poder de Satanás, e sozinho, com seus anjos maus, permanecerá ele a compenetrar-se dos efeitos da maldição que o pecado acarretou. Todos os reis das nações, todos eles jazem com honra cada um na sua casa [sepultura]. Mas tu és lançado da tua sepultura, como um renovo abominável. ... Com eles não te reunirás na sepultura; porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo.” Isa. 14:18-20. 
Durante mil anos Satanás vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, para contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus. Durante este tempo os seus sofrimentos serão intensos. Desde a sua queda, a sua vida de incessante atividade baniu a reflexão; agora, porém, está ele despojado de seu poder e entregue a si mesmo para contemplar a parte que desempenhou desde que a princípio se rebelou contra o governo do Céu, e para aguardar, com temor e tremor, o futuro terrível em que deverá sofrer por todo o mal que praticou, e ser punido pelos pecados que fez com que fossem cometidos. 
Ao povo de Deus o cativeiro de Satanás trará alegria e júbilo. Diz o profeta: “Acontecerá que no dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, e do teu tremor, e da dura servidão com que te fizeram servir, então proferirás este dito contra o rei de Babilônia [representando aqui Satanás], e dirás: Como cessou o opressor! ... Já quebrantou o Senhor o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores. Aquele que feria os povos com furor, com praga incessante, o que com ira dominava as nações, agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir.” Isa. 14:3-6.” O Grande Conflito, pág. 659 – 660.
Embora não tenha usado cronologias nesse estudo, possivelmente Ellen White pode ter usado uma cronologia para fazer afirmações de que a Terra teria perto de seis mil anos de idade.
Descobri um artigo interessante na revista Ministry de Abril de 1984, escrito pelo editor associado Warren H. Johns. A revista Ministry é uma revista para pastores, e é editada pela Associação Ministerial da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Este artigo nos dá uma ideia do que pensava Ellen White sobre esse período de seis mil anos.
Johns inicia seu artigo informando que os estudiosos tem uma grande variedade de opiniões sobre a data da criação da terra e que Robert Young lista trinta e sete possíveis datas para a criação, embora essa lista pode crescer para 120 ou mais.
“Das 120 cronologias diferentes, teria Ellen White escolhido uma em particular? Ou será que ela estabeleceu uma cronologia independente que não seguia nenhum esquema conhecido pela humanidade? São suas afirmações verdadeiras ainda hoje?
Estas perguntas são colocadas no início do artigo, e o autor responde que “agora estamos em posição de provermos uma resposta definitiva sobre estas perguntas.”
Ele faz essa afirmação porque hoje temos tecnologia para analisarmos com muita propriedade todos os textos de Ellen White. Ele descobriu que Ellen White faz mais de 2.500 referências a Cronologia Bíblica. Destas, 42 citações tem a ver com o período de 6.000 anos “publicados por ela em fontes primárias antes de sua morte em 1915. E ainda, nós temos 41 afirmações sobre 4.000 anos... que são pertinentes para determinar qual era a visão de Ellen White sobre a idade da terra.”
Johns diz que “pode afirmar, sem equívoco, que a cronologia usada por Ellen White é mais parecida com a do Arcebispo Ussher do que qualquer outra das dezenas de cronologias em uso no século XIX.”
Ao pesquisar sobre a biblioteca de Ellen White, ele descobriu que ela tinha vários livros sobre cronologia. Ela conhecia a cronologia do pregador escocês, Jonh Cumming, entre outras, mas não a usou, afinal os 6.000 anos de acordo com essa cronologia terminariam em 1864. “Outro estudo cronológico, com muita autoridade, foi o de William Hales, A New Analysis of Chronology, que ela tinha em sua biblioteca. No entanto, ela definitivamente não seguiu o esquema de Hales.”
Ela também usou a cronologia de Ussher para datar outros eventos bíblicos. “As datas para a construção do templo, o livro de Deuteronômio, o êxodo do Egito, o tempo de Jacó, o concerto Abraamico e o dilúvio na época de Noé, todos estão de acordo com as datas usadas por Ussher.”
Pelo fato de Ellen White ter seguido a cronologia de Ussher, isto significa que ela se tornou o modelo para os Adventistas do Sétimo dia seguir?
Infelizmente, existem algumas falhas no trabalho de Ussher.
Mas a preocupação é com respeito se esse período de 6000 anos ou outras citações sobre cronologia bíblica usados por Ellen White poderiam ser considerados inspirados ou não.
“Hoje duas visões prevalecem com respeito a inspiração das afirmações de Ellen White que tem a ver com cronologia. O primeiro é que o que eu (Johns) chamo de visão com autoridade de completamente inspirada. É afirmado que o texto é inspirado e portanto deve ser correto, e se é correto deve ser válido para os dias de hoje. A segunda alternativa é a visão com autoridade de inspiração limitada. Aquela inspiração age sobre a pessoa, mas não sobre a caneta. Todo o trabalho de Ellen White é inspirado porque eles são o resultado de uma pessoa inspirada. Mas nem todas suas afirmações cronológicas tem igual autoridade no mundo atual que tem um avançado conhecimento de arqueologia, história antiga e exegese bíblica.
O aspecto mais crucial nas afirmações cronológicas de Ellen White tem a ver com a idade da terra porque interage e afeta nossa compreensão de várias outras questões, como a Criação versus evolução, o Sábado e a historicidade do Gênesis. Alguns creem fortemente (e com boa razão) que se nós abandonarmos os 6.000 anos, então ficaremos vulneráveis para a teoria da evolução orgânica e uma vez que a evolução for adotada, o Sábado será abandonado e a Igreja Adventista do Sétimo dia deixará de existir.
Qual é a função ou propósito para as citações sobre 6.000 anos?
Existem oitenta e sete citações de Ellen White em fontes primárias (não incluindo repetições) que tem a ver com a questão da idade da terra, e quarenta e duas citações tem a figura do 6.000 anos. Aqueles que sustentam que esta visão tem completa autoridade estão convencidos que a repetição por parte do escritor, oitenta e sete vezes em seu período de vida, indica que ela validava a data da criação para cerca de 6.000 anos atrás. Desta forma a função primária da afirmação seria cronológica.
Por outro lado, para aqueles que sustentam que essa visão tem uma autoridade limitada, sugerem que o propósito primário de Ellen White em citar os 6.000 e 4.000 anos não era prover uma defesa para a questão da evolução.
De qualquer forma se alguém adotar a visão como autoridade completa ou como autoridade limitada, vai se encontrar com o fato de que não todas as citações cronológicas de Ellen White tem igual validade, ou autoridade, quando se trata de cronologia. É crucial compreender que o princípio básico de interpretação é o mesmo que tem sido usado nas Escrituras Sagradas. O ponto é que em detalhes não essenciais para a salvação, o profeta, algumas vezes usou o que ele tinha de melhor disponível, mesmo que tivesse algumas incorreções.
Apesar de toda crítica que tem sido feita ao trabalho do Arcebispo Ussher, sua cronologia tem sofrido menos impacto com as descobertas dos modernos arqueólogos que a maioria de outras arqueologias que eram usadas no século dezenove. Em outras palavras, Ellen White, eu creio (o autor), foi divinamente guiada a escolher o melhor que estava a sua disposição. A cronologia de Ussher precisou de menos revisão por causa de sua meticulosa fidelidade a data da escritura e sua recusa em aceitar conjecturas e suposições. Se Ellen White estivesse viva hoje, ela sem dúvida defenderia o uso da cronologia que estivesse mais próxima a fidelidade com as Escrituras.
Certa vez, mostrando esse livro a um professor de teologia, ele me fez algumas observações:
“Em questão de cronologia, não podemos dizer que Ellen White era uma especialista nessa área.”
Ele tinha razão, mas ela também não era especialista em saúde, educação, ciência e muitos outros assuntos e no entanto escreveu sobre todos eles e aceitamos como inspirados.
“O filho dela escreveu um trabalho falando sobre o desconhecimento dela sobre cronologia,” informou ele.
Mas o filho não recebeu inspiração de Deus, e ela sim, pensei comigo.
Outro professor de teologia me disse que hoje, os teólogos, e muitos deles, adventistas, preferem acreditar que a terra tenha perto de 10.000 anos, pois isso facilitaria nosso entendimento com a datação de alguns artefatos arqueológicos.
Perguntei ao Prof. Rodrigo Silva, arqueólogo, teólogo e professor do Seminário Adventista de Teologia no UNASP, o que ele achava das citações sobre 6.000 anos feitas por Ellen White. Sua resposta foi:
“Quando vim para a igreja Adventista aceitei Ellen White como mensageira do Senhor e que seus livros são inspirados, portanto tenho que aceitar que quando ela diz que a terra tem perto de 6.000 anos, essa é a verdade. Pois se eu começar a achar que uma parte é inspirada e outra não, eu teria que deixar de ser adventista.”
Em outro artigo da Revista Ministry, Colin Standish, considera que “o período de tempo da Criação até o presente continua a ser uma questão de preocupação para alguns estudiosos Adventistas dos Sétimo Dia. Existem aqueles que afirmam rigidamente que a terra tenha aproximadamente 6.000 anos; outros estão preparados para colocar um ou dois mil anos mais...; existem ainda outros, ainda que de forma particular, estão preparados para considerar a possibilidade de longos períodos de tempo.”
Para ele esse é um assunto importante porque “uma vez que abandonemos a nossa crença de que a terra tenha cerca de 6.000 anos, é fácil estendermos esse período para 10.000 anos, 200.000 anos, e mesmo milhões de anos. Quanto mais tempo atrás colocamos a semana da Criação, menos iminente parece estar o retorno de Cristo e menos urgente a nossa missão.”
Naturalmente Satanás tem apresentado a evolução como uma “ciência” fascinante e colocado a Bíblia como um livro obsoleto. Por isso “exercer fé, nos dias de hoje, é algo crítico para nossa preparação de testes maiores.”
“Enquanto a Bíblia não nos dá uma data precisa para a semana da Criação, existe uma evidência interna que aprova o período aproximado de seis mil anos. No entanto, como a Bíblia não faz uma afirmação específica sobre esse assunto, são as referências do Espírito de Profecia que o tornam mais significativo.
Mais de trinta vezes, Ellen White faz várias afirmações que apoiam ou são consistentes com o ponto de vista da terra ter cerca de 6.000 anos. Aqueles que apoiam um período maior de tempo normalmente dizem que estas afirmações são idiomáticas, refletindo o que era comum afirmar no tempo em que foram escritos. Mas deve ser observado, no entanto, que o ponto de vista de 6.000 anos para a terra já sofria uma forte crítica no tempo dos escritos da Irmã White, mesmo entre muitos Cristãos.” - Ministry, agosto de 1974.
No site egw-sdaresearch (pesquisas da igreja adventista sobre Ellen White), achei uma resposta interessante sobre essa questão:
“Enquanto Ellen White afirmou que lhe foi mostrado em visão que a semana da criação consistiu de sete dias literais (The Spirit of Prophecy, vol. 1, p. 85), ela não faz qualquer afirmação de ter recebido alguma revelação especial com respeito a idade específica da terra. No entanto, ela rejeitou a ideia de que ‘o mundo tenha perto de dez mil anos.’ Ela aceitava a narrativa bíblica dos dias da criação como sendo de sete dias literais de 24 horas, acreditando que o mundo tinha ‘agora somente cerca de seis mil anos de idade.’” (Ibid., p. 87) http://egw-sdaresearch.ncu.edu.jm/qanda.asp
Falando sobre Ellen White e seu papel em anunciar a volta de Jesus, o conhecido pastor e escritor Dwight Nelson disse:
Em cada grande momento da história sagrada existiu um profeta que disse:
“Gente, algo vai acontecer!”
Agora, veja, seria lógico para um Deus que fez assim, aqui, aqui e aqui, antes do maior evento da história da humanidade, em outras palavras, o retorno de Cristo, visível e pessoal à Terra, seria lógico da parte de Deus dizer: “Quer saber, eu já agi assim mas eu não preciso de um amigo agora, descubram sozinhos. Vocês aí, descubram sozinhos! Vocês conseguem!”
Você pode imaginar Deus fazendo isso?
Você está brincando?
Ele agiu assim, aqui, aqui e aqui. Então eu acredito que no fim dos tempos, como no tempo de João Batista, Deus diz: “Eu vou ter um amigo.”
Então Ele encontrou uma garota de 17 anos. Uma menina americana de 17 anos. E Ele diz a ela: “Ouça, Eu estou voltando, você poderia contar essa história?” http://www.youtube.com/watch?v=PPxQHtUnlhw&list=PLnXOKnl_u-xkGd7o8v8J-OEROfnSI4fkF
E foi o que ela fez. Na verdade até hoje a sua voz pode ser ouvida através de seus livros inspirados.
Caberá agora a você pensar, estudar e decidir sobre o que pensa sobre esse período de 6.000 anos que aparece nos livros de Ellen White, pois eu sigo avante estudando nossa linha do tempo baseando naquilo que acreditava Ellen White, ou seja, que “o mundo tinha somente cerca de seis mil anos de idade.”
“Pouco antes de completar o seu ministério terrestre, Cristo perguntou: “Porventura, quando o Filho do homem vier, achará fé na terra? (Lucas 18:8)
Somente o povo remanescente de Deus estará apto para dar uma resposta positiva a esta pergunta. Foi no Jardim do Éden que o homem, primeiramente, perdeu sua fé na Palavra de Deus. Aqueles que habitarão no Éden restaurado terão inabalável confiança na Palavra de Deus.” - Ministry, agosto de 1974.
Acho importante ter em mente que Ellen White escreveu:
 “Não escrevo na revista um artigo que exprima meramente minhas próprias ideias. Eles são o que Deus tem me tem revelado em visão – os preciosos raios de luz a irradiarem do trono.”Testemonies vol. 5, pág. 67.

A irmã White não é originadora desses livros. Eles contém as instruções que durante a obra de sua vida Deus lhe tem estado a dar. Encerram a preciosa luz confortadora que Deus tem dado graciosamente a sua serva para ser dada ao mundo.”Colportor Evangelista, pág. 36