Livro completo "Chegou a Hora"

terça-feira, 17 de março de 2020

A NOVA LUZ

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A NOVA LUZ

“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Prov. 4:18

O verdadeiro espírito da reforma nunca deveria cessar dentro das fileiras do povo remanescente de Deus. Este é o princípio essencial nas fileiras do protestantismo cristão. Na história da igreja cristão estão sobrando exemplos de reformas baseadas na pura verdade bíblica. Mas, sempre, seus fieis defensores tem que trabalhar através de ferozes conflitos contra os inimigos de Deus. Eles têm enfrentado a censura e uma dura oposição de seus opositores, os quais escondem seus propósitos e intensões. Os reformadores, dentro do povo de Deus, têm sido historicamente julgados, por seus inimigos, com má fé, em seu caráter e intensões, no momento de levar todos ao conhecimento da verdade pura de Deus.
Cada vez que uma nova verdade é ensinada, na imensa maioria dos casos, seus defensores tem sido acusados de orgulhosos, conflitivos e muitas vezes considerados dissidentes. Ellen White nos explica a razão do porque foram mortos Jesus Cristo e todos os mártires: “Porque pareciam ser orgulhosos da sabedoria de seu tempo, e porque apresentavam ideias novas sem ter primeiro humildemente tomado conselho com os oráculos das antigas opiniões.” [...] “O que quer que eu faça, não será feito pela prudência do homem, mas pelo conselho de Deus. Se a obra for de Deus, quem a poderá deter? Se não, quem a poderá promover? Nem minha vontade, nem a deles, nem a nossa; mas a Tua vontade, ó santo Pai, que estás no Céu.” (O Grande Conflito, p. 130 e 131)
Aqui Ellen White cita as palavras de Martinho Lutero, confirmando assim a rejeição histórica dos inimigos de Deus para com as novas luzes da verdade Bíblica, descobertas pelo Espírito Santo aos reformadores cristãos em cada época da história do cristianismo. Ellen White continua escrevendo, com respeito a aceitação reformadora de novas luzes, dentro do seio do cristianismo:
“A Reforma não terminou com Lutero, como muitos supõem. Continuará até ao fim da história deste mundo. Lutero teve uma grande obra a fazer, transmitindo a outros a luz que Deus permitira brilhar sobre ele; contudo, não recebeu toda a luz que deveria ser dada ao mundo. Desde aquele tempo até hoje, nova luz tem estado continuamente a resplandecer sobre as Escrituras, e novas verdades se têm desvendado constantemente.” (O Grande Conflito, p. 148)
Nosso grande problema, como seres humanos, é que nos apegamos às nossas tradições históricas e ficamos obstinados, muitas vezes, a não aceitar mais luz do que nossos antepassados enxergaram. Nossa tendência é estabelecer credos, quando sabemos, ao lermos nossas crenças fundamentais, que possuímos apenas um credo e esse credo é a Bíblia e somente a Bíblia, como já havia dito Martinho Lutero há cerca de 500 anos atrás. Em cada época da história sempre houve aqueles que se apegaram as descobertas de seus ancestrais, convertendo-as em tradições. Mas quando Deus envia uma nova luz aos seus filhos, estes são os primeiros opositores que se negam a avançar no caminho da nova luz. Eles a recusam por um único e simples motivo de seus pais não a ter recebido, ou por não terem tido a oportunidade de a conhecer.

Isto é uma “advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos” (1 Coríntios 10:11), para não cairmos no mesmo erro, repetindo, como nossos antepassados, uma história tão triste. Isto tem sido mais a regra do que a exceção, e poderemos chegar a cair em blasfêmia contra o Espírito Santo, que é o único que pode nos conduzir a toda a Verdade. Ellen White nos fala de João Robinson, que foi um grande líder espiritual do “Pais Peregrinos Puritanos”, os quais haviam fugiram da perseguição da Igreja Anglicana. Ela nos conta que eles se refugiaram em terras holandesas e dali deu seu último sermão de despedida, quando enviou seus discípulos para o Novo Mundo, em busca de liberdade de consciência e religião.

Impedido de viajar nessa nova aventura, esse santo servo de Deus se converteu, com aquele sermão de despedida, em um profeta que provavelmente não entendeu a profundidade e o alcance da mensagem expressadas naquelas palavras de despedidas. De acordo com os escritos de Ellen White ele disse: “Irmãos [...] conjuro-vos perante Deus e Seus santos anjos que não me sigais além do que eu haja seguido a Cristo. Se Deus vos revelar algo mediante qualquer outro instrumento Seu, sede tão prontos para recebê-lo como sempre fostes para acolher qualquer verdade por intermédio de meu ministério; pois estou seguro de que o Senhor tem mais verdade e luz, a irradiar de Sua Palavra.” (O Grande Conflito, p. 291)
E ela continua citando Robinson com as seguintes palavras: “De minha parte, não posso deplorar suficientemente a condição das igrejas reformadas, que, em religião, chegaram a um período estacionário, e não irão agora mais longe do que os instrumentos de sua reforma. Os luteranos não poderão ser arrastados a ir além do que Lutero viu; ... e os calvinistas, vós os vedes, estacam onde foram deixados por aquele grande homem de Deus, que não vira contudo todas as coisas. Esta é uma calamidade muito para se lamentar; pois, embora fossem luzes a arder e brilhar em seu tempo, não penetraram em todo o conselho de Deus; mas, se vivessem hoje, estariam tão dispostos a receber mais luz como o estiveram para aceitar a que a princípio acolheram.” (Idem, p. 292)
Ela continua: “Lembrai-vos de vosso concerto com a igreja, no qual concordastes em andar em todos os caminhos do Senhor, já revelados ou por serem ainda revelados. Lembrai-vos de vossa promessa e concerto com Deus, e de uns com os outros, de aceitar qualquer luz e verdade que se vos fizesse conhecida pela Palavra escrita; mas, além disso, tende cuidado, eu vos rogo, com o que recebeis por verdade, e comparai-o, pesai-o com outros textos da verdade antes de o aceitar; pois não é possível que o mundo cristão, depois de haver por tanto tempo permanecido em tão densas trevas anticristãs, obtivesse de pronto um conhecimento perfeito em todas as coisas.” (Ibidem)
No final desse capítulo do livro “O Grande Conflito”, ela conclui: “O grande princípio tão nobremente advogado por Robinson e Rogério Williams, de que a verdade é progressiva, de que os cristãos devem estar prontos para aceitar toda a luz que resplandecer da santa Palavra de Deus, foi perdido de vista por seus descendentes. [...] erros e superstições que, houvesse a igreja continuado a andar à luz da Palavra de Deus, teriam sido repudiados, foram acalentados e retidos. Destarte, o espírito que fora inspirado pela Reforma, foi gradualmente arrefecendo até haver quase tão grande necessidade de reforma nas igrejas protestantes como na igreja romana ao tempo de Lutero.” (O Grande Conflito, p. 297)

Creio que ninguém é capaz de afirmar que como povo remanescente de Deus não enfrentamos perigo similar em nossos dias. Devemos cuidar-nos da tentação de querer afirmar de que já não existem mais novas verdades para o nosso tempo, porque estaríamos caindo em círculo vicioso de repetir o mesmo erro em que incorreram as gerações passadas. Não devemos chegar a conclusão de que já recebemos toda a luz da Palavra de Deus como resultado das investigações dos pioneiros do movimento adventista e do ministério profético de Ellen White. Com esse argumento estaríamos contradizendo suas próprias palavras e por conseguinte as palavras do próprio Espírito Santo que inspirou seus escritos.

Ela mesma escreveu que a Reforma não havia acabado e que esta continuaria até o fim da história do pecado. Além do mais disse que receberíamos novas luzes, emanadas da Santa Palavra de Deus e que não devíamos rejeitá-las se elas resistissem às provas das próprias Escrituras Sagradas. Deus a inspirou, deixando-nos a luz suficiente, para dirigir os passos que a igreja deve seguir quando alguém diz que possui uma nova luz. Se seguimos seus conselhos inspirados, passo a passo, podemos ter a plena segurança de que não fracassaremos na hora de dar um veredito final em torno da aceitação ou rejeição do que pleiteia como uma nova luz.

Os primeiros passos, aqui tratados, são tomados do livro “Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos”, das páginas ... até ... Vejamos o que nos aconselha o Espírito de Profecia em torno do assunto:

1.    “Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumento de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz…” {TM 106.1}

2.    “Devem todos ser cuidados os quanto à apresentação de novos pontos de vista sobre as Escrituras, antes de terem dado a esses pontos completo estudo, e estarem plenamente preparados para sustentá-los com a Bíblia.” {TM 106.3}


3.    “Não introduzais coisa alguma que cause dissensão, sem a clara evidência de que nisto Deus está dando uma mensagem especial para este tempo.” {TM 106.3}

4.    “Acautelai-vos de rejeitar o que é verdade.”


5.    “A única atitude certa seria assentar-vos como cristãos e investigar a posição apresentada, à luz da Palavra de Deus, que revelará a verdade e desmascarará o erro.” TM 107

6.    “Ridicularizar-lhe as idéias não lhe enfraqueceria no mínimo a posição, se esta fosse falsa, nem vos fortaleceria a posição, se esta fosse verdadeira.”


7.    “Se as colunas de nossa fé não suportarem a prova da investigação, já é tempo de o sabermos.”

8.    “Entre nós não deve ser alimentado o espírito de farisaísmo.” {TM 107.2}

9.    “Se um irmão ensina um erro, os que estão em posições de responsabilidade devem sabê-lo; e se ele está ensinando a verdade, devem eles tomar posição ao seu lado.” TM 110

10. Todos nós devemos saber o que está sendo ensinado entre nós; pois, se isto for a verdade, devemos sabê-lo […] Todos nós estamos na obrigação, para com Deus, de compreender o que Ele nos envia. {TM 110.3}

11. “Deu Ele direções pelas quais possamos provar cada doutrina: {TM 110.3}
“À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” Mas se ela satisfizer a prova, não estejais tão cheios de preconceito que não possais reconhecer um ponto simplesmente porque ele não concorda com vossas idéias.” {TM 111.1}

Ellen White continua falando do mesmo tema no livro “Conselhos Sobre a Escola Sabatina”. Nas páginas 24 a …, ela escreveu o seguinte:
Há ainda muita verdade preciosa a ser revelada ao povo neste tempo de trevas e perigo, mas é o determinado propósito de Satanás impedir que a luz da verdade brilhe no coração dos homens. Se queremos possuir a luz que nos foi provida, devemos mostrar que a desejamos por meio de diligente estudo da Palavra. Preciosas verdades, que há muito têm estado em obscuridade, hão de ser reveladas numa luz que lhes manifestará o sagrado valor; pois Deus glorificará Sua Palavra, fazendo-a aparecer numa luz em que nunca dantes a contemplamos. Mas os que professam amar a verdade devem exercitar as faculdades para compreender as coisas profundas da Palavra, a fim de que Deus seja glorificado, e Seu povo, abençoado e iluminado. […] Com coração humilde, subjugado pela graça de Deus, deveis empreender a tarefa de examinar as Escrituras, preparados para aceitar todo raio de luz divina e andar no caminho da santidade. {CES 25.1}

“Da Palavra de Deus há de brilhar preciosa luz, e ninguém apague o Espírito, presumindo prescrever o que será ou o que não será apresentado ao povo nas mensagens que Ele há de enviar. Qualquer que seja sua posição de autoridade, ninguém tem direito de impedir que o povo receba a luz.” {CES 28.1}

Ao continuar essa importante citação podemos extrair outros passos a seguir quando se examina a nova luz. Vejamos:

12. É, porventura, cavar tesouros escondidos, denominar montão de lixo ao resultado do trabalho de outrem, sem examinar minuciosamente para ver se há ou não preciosas gemas de verdade na coleção de pensamentos que condenais?” CES, p 29

13. Conservar-se-ão os que ainda têm quase tudo por aprender afastados de toda reunião em que há oportunidade de investigar as mensagens dadas ao povo, simplesmente por imaginar que os pontos de vista mantidos pelos ensinadores da verdade não estão em harmonia com os que conceberam como verdade? CES 29

14. Nenhum dos que pensam saber tudo é demasiado idoso ou instruído para aprender do mais humilde mensageiro do Deus vivo. — Testimonies on Sabbath School Work, 62-66{CES 29.1

15. Quando nova luz for apresentada à igreja, ser-vos-á perigoso rejeitá-la. Recusar ouvir a mensagem, por ter preconceito contra ela ou contra o mensageiro, não desculpará vosso caso perante Deus. CES 32

16. Condenar aquilo que não ouvistes ou não compreendestes, não vos exaltará aos olhos dos que são sinceros em suas investigações da verdade.

17. É loucura falar com desprezo a respeito dos que Deus enviou com uma mensagem verdadeira.


18. Não devem convencer-se de que toda verdade já foi revelada e que o Ser Infinito não tem mais luz para Seu povo. 

Ela concluiu aconselhando o seguinte: Se se firmam na crença de que toda verdade já foi revelada, estão em perigo de se desfazerem de preciosas gemas da verdade, que serão descobertas ao volverem os homens a atenção para pesquisar a rica mina da Palavra de Deus." {CES 32.1}

Sem dúvida, a semelhança com o que ocorreu com Jesus e os demais mártires imolados, tem acontecido muitas vezes com aqueles que se atreveram a ensinar novas luzes da Palavra de Deus ao povo. Tudo porque parecia depreciar orgulhosamente, como foi dito pelo conselho inspirado, a sabedoria da instituição reinante na época. Isto porque anunciaram as novas verdades sem pedir permissão a autoridade humana. Eles só aceitaram a autoridade divina. Devemos entender que a Reforma não foi concluída nos dias de Lutero, nem nos dias de Miller, nem nos dias de Ellen White, mas continuará avançando progressivamente, como a luz da aurora, até o final do mundo.

Eles não receberam toda luz que devia ser dada ao mundo, assim como nós ainda não recebemos toda luz. Se Deus quiser nos revelar novas luzes, por meio dos instrumentos de sua própria eleição, devemos estar prontos e submissos para dizer como o profeta Samuel: “Fala Senhor, porque o Teu servo ouve”. O Senhor tem mais luzes e verdades que ainda temos que receber. Nossos pioneiros e antepassados, mas recentemente, não puderam compreender tudo. Assim como eles, nós também ainda não chegamos a penetrar todos os planos de Deus. Mas uma coisa é certa em tudo isto e é fato, que se eles vivessem em nosso tempo, estariam dispostos a receber luz adicional.

Nós devemos compreender que a verdade de Deus é progressiva. Por isto devemos entender que ainda existem muitas luzes por serem reveladas ao povo remanescente de Deus nestes tempos de tanta agitação. E ninguém, ainda que grande ou pequeno, entre o povo de Deus deve acreditar que tem o direito de impedir que estas luzes iluminem o povo remanescente de Deus. Não foi por satisfação própria que Ellen White, inspirada por Deus, reconheceu não possuir toda a verdade revelada em seus dias ao dizer: “Não devem convencer-se de que toda verdade já foi revelada e que o Ser Infinito não tem mais luz para Seu povo.” CES 32

No momento de analisar o trabalho apresentado por qualquer investigador, se deve seguir a regra estabelecida por Aristóteles, desde a antiguidade, e da qual fala Josh Mac Doweld. Ele estabeleceu o seguinte: “O benefício da dúvida deve condescender-se ao documento, e o crítico não deve renunciar esse privilégio para si.” (Josh Mac Doweld. “Evidencia que Exige un Veredicto”, Ed. Vida. 1982. Miami, FL. p 63).

Mc Doweld continua dizendo: “Alguém deve escutar os clamores do documento que está sendo analisado, e não deve supor que há fraude ou erro, a menos que o autor se desclassifique a si mesmo por contradições ou por reconhecidas imprecisões quanto ao seu trabalho.” (Ibididem).

Horn acrescenta dizendo: “Pensem por um momento a respeito do que necessita demonstrar-se a respeito de uma dificuldade com a finalidade de transferi-la para a categoria de um argumento válido contra a doutrina. Certamente se requer muito mais do que a mera aparência de contradição. Primeiro, devemos assegurarmos de que entendemos a passagem corretamente, no sentido no qual usa as palavras ou os números. Segundo, que possuamos todo o conhecimento existente acerca daquele assunto. Terceiro, que já não seja mais possível que se tenha mais luz sobre ele pelo conhecimento avançado da investigação textual, da arqueologia, etc.” (Ibidem).

Mac Doweld continua dizendo: “as dificuldades não constituem objeções’ – acrescenta Roberto Horn. ‘Os problemas sem resolver não são necessariamente erros. Isso não é diminuir a zona de dificuldade; é vê-la em perspectiva. As dificuldades nos seguram e os problemas nos fazem buscar maior luz; mas até o momento em que tenhamos plena luz sobre qualquer assunto não estaremos em condições de declarar: ‘Aqui existe um erro comprovado, uma objeção sem questionamento.” (Ibidem).

Resumindo: Quando alguém se apresenta argumentando possuir uma nova luz, nossa posição deve ser de prova-la usando o conselho bíblico que diz: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva. (Isaías 8:20). Devemos seguir passo a passo os conselhos inspirados de Ellen White, apresentados neste capítulo. E por último, dar-lhes o benefício da dúvida, enquanto não se possa demonstrar cabalmente o contrário, para que se cumpra em nós a justiça de Cristo em toda sua dimensão. Só os que estiverem buscando ferventemente a luz de Deus, a receberão em suas vidas.

Vejamos o que a inspiração nos diz sobre esse assunto: Às almas que buscam diligentemente a luz e que aceitam de boa vontade todo raio de iluminação divina vindo de Sua Santa Palavra, unicamente a essas, será a luz comunicada. É por meio dessas almas que Deus revelará aquela luz e poder que iluminarão toda a Terra com Sua glória." — Testemunhos Seletos 2:377{EF 205.1}

Esta promessa se encontra fundamentada na Bíblia, da seguinte maneira: “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes.” (Jeremias 33:3).

Definitivamente sucederá o que Deus nos disse, por meio do profeta Amós: “Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” (Amós 3:7).

Mas como está escrito: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12 Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. [...] Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. [...] Mas nós temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:9-15).

(Amaury Gonzales Perez, no livro: “2031 ¿El Año de la Venida de Cristo?