Livro completo "Chegou a Hora"

segunda-feira, 19 de julho de 2021

"A Segunda Vinda de Cristo"

"The Second Coming of Christ"
By Elder James White
(A Segunda Vinda de Cristo, por Pastor Tiago White)
Steam Press of the Seventh Adventist Publishing Association,
Battle Creek, Mich.
1871



(Este livro foi escrito por Tiago White (James White), pioneiro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sobre os sinais, dados por Jesus Cristo, de sua segunda vinda em Mateus 24.
Estarei postando aqui a cada semana mais e mais porções do livro. Por enquanto, esse é o primeiro capítulo do livro:)

Mateus 24

Discípulos:
"Qual será o sinal da tua vinda, e do fim do mundo?"
Jesus:
"Quando virdes todas estas coisas, sabei que está perto, mesmo às portas." 

Pode algo ser aprendido da Bíblia em relação ao período do segundo advento?
Esta é uma questão que inquieta muitas mentes. Esta é uma pergunta séria; e, pela própria natureza do assunto, é digna de uma investigação cuidadosa, e de uma resposta franca. É uma questão, que não poucos, sob a influência do preconceito popular, decidiram que o período do segundo advento é um segredo, escondido com o Senhor. Embora estes dificilmente possam ser alcançados cm este assunto, enquanto permanecerem sob a influência daqueles mestres religiosos que denunciam toda a investigação do mesmo, como intromissão nos segredos do Todo-Poderoso; ainda há uma classe maior que espera por provas antes de decidir. É com ardente esperança de beneficiar estes, que escrevemos.

Aceitamos a Bíblia como uma revelação do céu. O que Deus revelou nesse livro, que nenhum homem chame de mistério, ou um segredo do Todo-Poderoso, "As coisas secretas pertencem ao Senhor nosso Deus; mas as coisas que são reveladas pertencem a nós e a nossos filhos para sempre" (Dt 29:29). Se as Sagradas Escrituras não designam nenhum período em particular para a segunda vinda de Cristo, então os homens devem abandonar imediatamente a vã busca por provas de sua vinda em breve. Mas se a profecia, de uma maneira muito clara e harmoniosa, aponta para o período desse grande acontecimento, e se há provas de que "que está perto, mesmo às portas", o assunto de imediato assume grande importância.

Quando os discípulos perguntaram: "Qual será o sinal da tua vinda, e do fim do mundo?" (Mt 24:3) Jesus não os repreendeu por perguntarem o que foi propositalmente escondido de todos os homens; mas ele respondeu a essa pergunta da maneira mais definitiva possível. Ele passou a afirmar que haveria sinais desse acontecimento no sol, na lua e nas estrelas; e ainda acrescentou: "Quando virdes todas essas coisas, sabei que está próximo, mesmo às portas" (Mt 24:33). O simples fato do Senhor mencionar os sinais de seu segundo advento, é a melhor prova possível de que seu povo não deveria ficar ignorando a proximidade do evento. Acrescente a esta evidência sua declaração de que quando estes sinais fossem vistos, seu povo deveria saber que estava próximo, mesmo às portas, e o caso se torna extremamente forte.

Nenhuma verdade inspirada pode ser afirmada com mais clareza do que Deus revela seus desígnios aos seus profetas, que os homens e as nações podem ser advertidos antes de sua realização. "Certamente o Senhor Deus não fará nada, mas revela seu segredo aos seus servos, os profetas". (Am 3:7) Antes de visitar com julgamentos, Deus enviou advertências suficientes para permitir que os crentes escapassem de sua ira, e para condenar aqueles que não atentaram à advertência. Este era o caso antes do dilúvio. "Pela fé Noé, sendo advertido de Deus de coisas ainda não vistas, movido pelo medo, preparou uma arca para a salvação de sua casa, pela qual ele condenou o mundo". (Hb 11:7)

Em um período posterior, quando as nações haviam se afundado na idolatria e no crime, e a destruição da perversa cidade de Sodoma estava determinada, o Senhor disse: "Devo esconder de Abraão aquilo que faço, visto que Abraão certamente se tornará uma grande e poderosa nação, e todas as nações da terra serão abençoadas nele?" (Gn 18:17, 18) E foi dado o devido aviso ao justo Ló, que, com suas filhas, foi preservado; e nenhum, naquela cidade culpada, pereceu sem o devido aviso. Ló, naturalmente advertiu o povo; e, ao comungar com eles, ficou "ficou irritado com a conversa imunda dos ímpios." (II Pe 2:7, 8) Quando ele avisou os genros "eles pareciam zombar". (Gn 19:14) E quando "os homens da cidade, os homens de Sodoma, cercaram a casa, velhos e jovens, todo o povo de cada bairro", Ló os advertiu, e insistiu para que desistissem de sua maldade. E eles imediatamente fizeram o que todos os pecadores, desde os dias do justo Ló, estavam dispostos a fazer com aqueles que os advertissem de seus pecados; ou seja, eles o acusaram de querer ser juiz.

Antes da destruição de Jerusalém por Tito, um precursor foi enviado para preparar o caminho diante do Senhor. Aqueles que não receberam Cristo, foram rejeitados, "porque", como ele disse a Jerusalém, ao advertir o povo da destruição da cidade e do templo, "tu não sabias a hora de tua visitação". (Lc 19:44) Temos registrado a predição do Senhor da destruição de Jerusalém durante o tempo da geração que o rejeitou, que ser cumpriu em menos de quarenta anos desde a época de sua crucificação. E, para que os cristãos na Judéia pudessem escapar de sua desgraça iminente, foi-lhes dito que quando "vissem Jerusalém cercada de exércitos", ou, como foi registrado por Mateus, "a abominação da desolação, de que falou Daniel, o profeta, ficasse no lugar santo", eles deveriam "fugir para as montanhas". (Lc 21:20; Mt 24:15) Eles ouviram a admoestação, e fugiram em segurança para Pela. Tal é o testemunho da inspiração respeitando os tratos de Deus com seu povo em épocas passadas. E não se pode supor que Deus mudará sua maneira de agir em relação ao futuro, quando esse futuro é realizar a consumação da coroação de todas as declarações proféticas. Provavelmente, nenhum capítulo da Bíblia fala de forma mais completa, e mais definitiva, sobre o tempo da segunda vinda de Cristo, do que Mateus 24. Convidamos ao leitor sincero que preste atenção a uma breve explicação de todo o capítulo.

Mateus 24:1 - "Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo."

Jesus tinha-se dirigido à multidão, na presença de seus discípulos. Ele havia reprovado os escribas e fariseus por seus pecados, e havia declarado a condenação dos judeus, sua cidade e seu templo (Mt 23). Os discípulos supunham que o templo ficaria de pé para sempre. E chamaram a atenção de Cristo para sua magnificência e força, como se quisessem convencê-lo de que ele estava enganado.

Mateus 24:2 "Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada."

Esta declaração do Mestre certamente interessava profundamente os discípulos. E se eles supunham que a destruição do templo, a vinda de Cristo e o fim dos tempos, ocorreriam, tudo ao mesmo tempo, ou em períodos diferentes, isso não importa; já que Cristo, em sua resposta neste capítulo, falou distintamente de cada um separadamente, e deu a cada um seu lugar na história profética dos acontecimentos.

Mateus 24:3 - "No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século."

Estas perguntas dizem respeito, em primeiro lugar, à destruição de Jerusalém; e, em segundo lugar, à segunda vinda de Cristo no fim da era cristã. Elas foram claramente respondidas por Nosso Senhor, no entanto, não diante da multidão promíscua; mas por ocasião de uma reunião privada com seus discípulos. Cristo aqui fala a seus discípulos; daí suas palavras serem dirigidas à igreja para sempre. Note a prudência dada por nosso Senhor quando ele começa a responder a estas perguntas.

Mateus 24:4 e 5 - "E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos."

Jesus conhecia o coração do homem, e que muitos impostores se levantariam, e enganariam multidões. Ele aqui adverte seus discípulos, e os protege contra as decepções de homens corruptos e ambiciosos. Tal era a expectativa geral da aparição do Messias entre os judeus, que muitos iriam criar a pretensão de que eles eram o Cristo, para realizar propósitos egoístas. Buck, em seu "Dicionário Teológico", dá uma lista de falsos Cristos que apareceram durante a dispensação cristã.

1. Caziba, que se colocou à frente da nação judaica, e se proclamou seu Messias há muito esperado. Para facilitar o sucesso de seu ousado empreendimento, ele mudou seu nome para Barcoquebas (ou Barcocheba), em alusão à Estrela predita por Balaão. Adriano enviou um exército contra ele e ele fugiu para uma cidade chamada Bither, onde foi sitiado. Barcoqueba foi morto no cerco a cidade foi tomada. Os próprios judeus acreditam que, durante este curto período de guerra contra os romanos em defesa deste falso Messias, eles tenham perdido cerca de seiscentas mil almas. Isto aconteceu na primeira parte do século II.

2. No reinado de Teodósio o mais jovem, no ano de nosso Senhor 434, surgiu outro impostor, chamado Moisés de Creta. Ele fingiu ser um segundo Moisés, enviado para entregar os judeus que habitavam em Creta.

3. No reinado de Justino, cerca do ano 520, apareceu outro impostor, que se autodenominou filho de Moisés. Seu nome era Dunaan. Ele entrou em uma cidade da Arábia Feliz, e lá oprimiu muito os cristãos; mas foi feito prisioneiro e levado à morte por Elesban, um general etíope. 

4. No ano 529, os judeus e samaritanos se rebelaram contra o Imperador Justiniano, e criaram um Justino para seu rei; e lhe deram o nome de Messias. O imperador enviou um exército contra eles, matou um grande número deles, fez prisioneiro o falso Messias e o condenou imediatamente à morte. 

5. No ano 571, nasceu Maomé, na Arábia. No início ele se professou o Messias que foi prometido aos judeus. Por este meio, atraiu muitas pessoas infelizes à ele. Em certo sentido, portanto, ele pode ser contado entre os falsos Messias. 

6. Por volta do ano 721, na época de Leão Isauro, surgiu outro falso Messias na Espanha; seu nome era Serenus. Ele atraiu muitos atrás dele, mas para seu desapontamento, todas as suas pretensões não deram em nada. 

7. O século XII foi fecundo em falsos Messias; por volta do ano 1137, apareceu um na França, que foi condenado à morte, e muitos dos que o seguiram também. 

8. Em 1138, os persas foram perturbados por um judeu que se autodenominou o Messias. Ele reuniu um vasto exército. Mas também foi morto e seus seguidores foram tratados com grande desumanidade. 

9. No ano 1157, um falso Messias agitou os judeus em Corduba, na Espanha. Os mais sábios e melhores o encaravam como um louco, mas a grande quantidade de judeus daquela nação acreditava nele. Nesta ocasião, quase todos os judeus da Espanha foram destruídos. 

10. Em 1167, outro falso Messias surgiu no reino de Fez, o que trouxe grandes problemas e perseguição aos judeus que estavam espalhados por aquele país. 

11. Naquele mesmo ano, um árabe se estabeleceu como Messias, e fingiu fazer milagres. Quando foi feita uma busca por ele, seus seguidores fugiram. 

12. Pouco tempo depois, um judeu, que morava além do Eufrates, chamou a si mesmo de Messias, e atraiu uma grande multidão de pessoas atrás dele. 

13. No ano de 1174, um mágico e falso Cristo surgiu na Pérsia, que se chamava David Almusser. Ele fingiu que podia se tornar invisível; mas logo foi condenado à morte, e uma pesada multa imposta a seus irmãos, os judeus. 

14. Em 1176, outro desses impostores surgiu na Morávia. Mas o reinado da ilusão é curto, e seu destino parece ter sido semelhante ao de seu predecessor. 

15. No ano de 1199, um famoso trapaceiro e rebelde apareceu na Pérsia, chamado David el David. Ele era um homem estudioso, um grande mágico, e fingia ser o Messias. Ele criou um exército contra o rei, mas foi levado e encarcerado. 

16. Neste mesmo século, nos falam de outro falso Cristo, por Maimonides e Salomão; mas eles não se dão conta nem de seu nome, nem de seu país, nem de seu bom ou mau sucesso. Aqui podemos observar que nada menos que dez Cristos falsos surgiram no século XII, e trouxeram calamidades prodigiosas e destruição sobre os judeus em vários lugares do mundo. 

17. No ano de 1497, encontramos outro falso Cristo, cujo nome era Ismael Sophus, que iludiu os judeus na Espanha. Ele também pereceu, e tantos quantos acreditavam nele foram dispersos. 

18. No ano de 1500, o rabino Lemlem, judeu alemão da Áustria, declarou-se precursor do Messias, e derrubou seu próprio forno, prometendo a seus irmãos que cozinhariam seu pão na Terra Santa no ano seguinte.

 19. No ano de 1509, um outro, cujo nome era Plefferkorn, judeu de Colônia, fingiu ser o Messias. No entanto, depois mudou sua atitude para se tornar cristão. 

20. No ano de 1534, o rabino Salomo Malcho, dando a entender que era o Messias, foi queimado até a morte por Carlos V, da Espanha. 

21. Nos anos de 1615, um falso Cristo surgiu nas Índias Orientais, e foi seguido pelos judeus portugueses espalhados por aquele país. 

22. No ano de 1624, outro nos Países Baixos fingiu ser o Messias da família de Davi, e da linhagem de Natan. Ele prometeu destruir Roma e derrubar o reino do Anticristo, e o Império Turco. 

23. No ano 1666, apareceu o falso Messias Sabatai Sevi, que fez tanto barulho e ganhou um número tão grande de prosélitos. Ele nasceu em Aleppo. Permaneceu por um bom tempo; mas depois, com o objetivo de salvar sua vida, se tornou  Maometano, e finalmente foi decapitado. 

24. O último falso Cristo que havia feito um número considerável de convertidos, foi um rabino Mordecai, judeu da Alemanha; ele apareceu no ano de 1682. Não demorou muito para que se descobrisse que ele era um impostor, e foi obrigado a fugir da Itália para a Polônia, para salvar a vida.

Aqui, então, temos um registro de vinte e quatro falsos Cristos que surgiram em períodos diferentes durante cerca de trezentos anos da era cristã, e enganaram "muitos", como o Senhor havia dito. 

Mateus 24:6-8. "E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores."

Guerras, fomes, pestilências e terremotos ocorreram em diferentes períodos desde que estas palavras foram ditas. Portanto, estas, como sempre existiram, não podem ser consideradas como os sinais especiais do fim. No entanto, pode-se insistir, com um bom grau de coerência, que as Escrituras ensinam que estas calamidades existiriam nos últimos dias a tal ponto que constituiriam um sinal do Juízo que se aproxima. Queremos manter o importante fato distintamente diante da mente, que as Escrituras sagradas ensinam quando os homens não podem, e quando eles podem, procurar pela segunda vinda de Jesus Cristo. 

Os escritores sagrados associaram tão uniformemente julgamentos como guerra, fome, pestilência e terremoto, com o último Juízo, que os discípulos correriam o risco de concluir que o fim se seguiria imediatamente à primeira aparição destas calamidades; daí a cautela dada: "Estas coisas devem acontecer, mas o fim ainda não chegou ao fim". Aqui os discípulos foram claramente ensinados que eles não deveriam esperar o fim em seus dias. Este fato é digno da atenção daqueles que se opõem à proclamação do segundo advento de Cristo, sob a forma de uma mensagem especial. Estes, às vezes, afirmam que era correto que os discípulos procurassem Cristo em seus dias, e que tem sido escriturístico e correto que todos os cristãos procurem a segunda aparição de Cristo em seu tempo, desde os dias dos doze escolhidos até o tempo presente. E eles decidem que não se pode aprender e acreditar mais neste assunto em nosso tempo, do que pelos cristãos das gerações passadas, e que a mente pública não deve ser movida agora para esta grande questão, assim como em todos os tempos passados desde o primeiro advento de Cristo. 

Vimos que esta posição é incorreta no que diz respeito aos primeiros discípulos. Eles são citados como crendo que o seu Senhor viria em um futuro distante. Eles têm a certeza de que não precisam se preocupar em ouvir falar de guerras e rumores de guerras; "pois todas estas coisas devem acontecer, mas o fim ainda não está próximo". Nosso Senhor então guia a mente de seus discípulos, como veremos neste capítulo, ao longo do tempo da grande apostasia e do longo período do domínio de Roma papal, antes de mencionar um sinal de seu segundo advento. Ele não tem a intenção de mostrar que seu povo durante esses longos períodos possa esperar o fim. Não, nem uma única vez. Mas quando ele se aproxima de nosso tempo, o Senhor dá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e acrescenta: "Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, mesmo às portas"

Note isto: Nosso Senhor não menciona guerras, fomes, pestes e terremotos como sinais de seu segundo advento; mas, ao contrário, como eventos de ocorrência comum em toda a era cristã, que deve existir antes do fim. E a história atesta o fato de que estas calamidades já cobriram pelo menos dezessete séculos. 
A citação  seguinte é de uma obra de Noah Webster, LL. D., publicada em 1799: 

"Por fome e espada, 580.000 judeus foram destruídos entre 96 e 180 d.C.". 

"Em Antioquia, de 96 a 180 d.C., os terremotos destruíram 13 cidades e mais de 100.000 vidas. 

"Em Roma, em 169 d.C., a peste destruiu 10.000 vidas diariamente. 

"Em Roma, em 187 d.C., a pestilência apareceu e continuou três anos depois. "Em Londres, em 310 d.C., pela fome, 40.000 morreram. "Em 17 de setembro de 446 d.C., um terremoto abalou as paredes de Constantinopla, e 57 torres caíram. "Em Roma, no ano de 539 d.C., em um distrito, 50.000 morreram. "Em Antioquia, em 588 d.C., um terremoto matou 60.000 pessoas. "Em Antioquia, no ano de 590 d.C., a peste matou 10.000 diariamente na Turquia. "Em 679 d.C., uma severa fome na Inglaterra, três anos depois. 

"Em 717 d.C., em Constantinopla, 300.000 pessoas morreram de peste. 

"Em 1005 d.C., três meses depois dos terremotos, seguidos da peste, diz-se que um terço da raça humana morreu. 

"Em 1077 d.C., em Constantinopla, tantos morreram de peste e fome, que os vivos não puderam enterrá-los. 

"Em 1124 d.C., na Itália, a fome era tal que os mortos que estavam nas ruas, não eram enterrados; e na Inglaterra, um terço das pessoas morreu de peste. "Em 1294 d.C., na Inglaterra, milhares de pessoas morreram de fome.

"Em 1345 d.C., em Londres, 50.000 pessoas morreram de peste e fome, e foram enterradas em um cemitério; em Norwich, 50.000; em Veneza, 100.000; em Florença, 100.000; em nações orientais, 20.000.000. Foi chamada de Peste Negra. "Em 1352 d.C., na China, 900.000 pessoas morreram de fome. "Em 1450 d.C., em Milão, 60.000 morreram de peste. 

"Em 1611 d.C., em Constantinopla, 200.000 morreram de peste. "Em 1625 d.C., em Londres, 35.000 pessoas morreram de peste. 

"Em 1626 d.C., em Lião, 600.000 pessoas morreram de peste. "Em 1665 d.C., em Londres, 68.000 morreram de peste. 

"Em 1755 d.C., no Leste, um terremoto destruiu a cidade de Lisboa, matando 50.000 pessoas. Em Mitylene e no Arquipélago, abalou 2.000 casas. Sacudiu toda a costa espanhola. Seguiu-se a peste, que destruiu 150.000 vidas em Constantinopla. 

Mateus 24:9 e 10: "Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros.

E então muitos serão ofendidos, e se trairão uns aos outros, e "se odiarão uns aos outros". Aqui está uma breve descrição das aflições e martírios da igreja. Milhares de fiéis seguidores de Jesus foram cruelmente mortos por Roma pagã; contudo, a profecia sem dúvida se aplica mais particularmente ao longo período de perseguições papais, no qual não menos de cinqüenta milhões de cristãos foram mortos da maneira mais cruel que homens e demônios malvados poderiam inventar. Nesses versículos somos apresentados ao longo período do martírio da igreja de Jesus Cristo, até nos aproximarmos da geração atual.


FALSOS PROFETAS


Mateus 24:11: "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos."

Normalmente chamamos profeta aquele que prediz; mas a palavra às vezes significa simplesmente um mestre. Os profetas de Deus declaram o futuro, sendo instruídos por  anjos bons e pelo Espírito de Deus. Os falsos profetas fazem previsões pela agência dos espíritos maus e pelo poder de Satanás. E embora isto seja verdade para aqueles que estão sob a inspiração direta de seres superiores, bons ou maus, os mestres consagrados da verdade divina podem ser considerados como profetas de Deus; e os mestres no erro podem ser propriamente chamados de falsos profetas. Os profetas verdadeiros e falsos profetas podem ser conhecidos. 

Os profetas de Deus são mestres de pureza, reprovadores do pecado e fiéis ao advertir o povo dos perigos vindouros. Os deveres daqueles que Deus chama para falar em seu grande nome, são claramente expressos pelos escritores sagrados. Citamos aqui três deles. 

Isaías 58:1 - "Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados."

Joel 2:1 - "Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do Senhor vem, já está próximo."

II Timóteo 4:1 e 2 - "Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina."

Os falsos profetas não repreendem o povo por seus pecados, não os advertem do perigo que vem; mas proclamam paz ao pecador. Seus ensinamentos modelam a Deus e sua palavra, e são tais que agradam à mente não convertida. Os escritores inspirados também falaram definitivamente do testemunho e da obra dos falsos profetas. Nós aqui damos vários exemplos. 

Ezequiel 13:9 e 10 - "Minha mão será contra os profetas que têm visões falsas e que adivinham mentiras; não estarão no conselho do meu povo, não serão inscritos nos registros da casa de Israel, nem entrarão na terra de Israel. Sabereis que eu sou o Senhor Deus.
Visto que andam enganando, sim, enganando o meu povo, dizendo: Paz, quando não há paz, e quando se edifica uma parede, e os profetas a caiam."

Jeremias 6:13 e 14 - "Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à ganância, e tanto o profeta como o sacerdote usam de falsidade.
Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz."

Jeremias 14:13 e 14 - "Então, disse eu: Ah! Senhor Deus, eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, nem tereis fome; mas vos darei verdadeira paz neste lugar.
Disse-me o Senhor: Os profetas profetizam mentiras em meu nome, nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, adivinhação, vaidade e o engano do seu íntimo são o que eles vos profetizam."

Depois de declarar o dever do fiel servo de Deus de pregar a palavra, reprovar, repreender e exortar com toda longanimidade e doutrina, o apóstolo diz: "Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, depois de suas próprias luxúrias, amontoarão para si mestres com comichão nos ouvidos; e desviarão seus ouvidos da verdade, e se voltarão para as fábulas". 2 Timóteo 4:3, 4. Esse tempo já chegou completamente. O povo escolhe fábulas agradáveis, que não os perturbam em seus pecados, ao invés das declarações reprovadoras e buscadoras da palavra de Deus. Eles adoram ser enganados pelos ensinamentos dos falsos profetas, e "dizem aos videntes: Não vejam, e aos profetas: Não profetizem para nós coisas corretas, não nos falem coisas lisas, profetizem enganos". Isaías 30:10.

"Não castigaria eu estas coisas? — diz o Senhor; não me vingaria eu de nação como esta? Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim? Jeremias 5:29-31. 
Os ouvidos do povo estão cheios das fábulas agradáveis da conversão do mundo. Acreditam que um bom tempo está chegando e que estamos apenas entrando na era dourada. As ameaças da palavra de Deus aos orgulhosos, os altivos, os vaidosos, os ricos, os pecadores de Sião, e os de fora de Sião, são reprimidas pelos falsos mestres destes tempos. Muitos deles até ousam ensinar que o código moral dos dez mandamentos foi abolido. E podemos ver o resultado de tal caminho, e de tal ensino, na igreja professada de Jesus Cristo.


A INIQÜIDADE ABUNDA


Mateus 24:12 "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos."

É evidente que tanto a abundância da iniqüidade, como o frio crescente do amor de muitos, se cumprem na igreja professada de Jesus Cristo. Os homens devem primeiro experimentar o amor de Deus, e das coisas celestiais, antes que esse amor possa esfriar. Portanto, os pecadores comuns e não convertidos não são aqui referidos como apostatas. E, novamente, a prevalência da iniqüidade somente no mundo não convertido, estimularia a igreja a uma maior diligência e mais piedade, em vez de ser causa de apostasia. Daí que a iniqüidade aqui mencionada está no próprio coração da igreja professada, difundindo sua influência fria através de todo o corpo. Como resultado, o amor de muitos tem se esfriado. Com isso, concordo com as palavras do apóstolo: 

"Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes." 2 Timóteo 3:1-5
Aqui está um catálogo de dezesseis pecados, todos descansando sobre aqueles que têm uma forma de piedade. Estes não são infiéis e pecadores do mundo comum, pois não têm uma forma de piedade; mas são homens e mulheres que professam ser seguidores de Jesus Cristo. E embora façam uma profissão de piedade tão elevada como o céu, eles estão cobertos por todos os pecados populares. E em razão de seu exemplo, e de sua influência fria, muitos são tirados do humilde caminho para o Céu, e seu amor se esfria.


O FIM

Mateus 24:13 "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo."

A palavra fim, onde quer que seja usada neste capítulo, refere-se ao fim da era, e a nada mais. É o fim associado no Novo Testamento com a segunda vinda de Jesus Cristo. Os discípulos não perguntaram a seu Senhor (ver versículo 3) quando deveriam morrer; mas "qual será o sinal da tua vinda, e do fim do mundo". Nem o Senhor fala da morte, quando diz (ver versículo 6): "Mas ainda não é o fim". E seria realmente estranho supor que a palavra fim, no versículo 14, significasse morte. Se alguém pensa que tal posição é admissível, que a leia no texto, como se segue: E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, como testemunho para todas as nações, e então virá a morte. Um absurdo!

 Mateus 24:14 "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim."

Este é o primeiro sinal do fim dado por nosso Senhor em resposta à pergunta: "Qual será o sinal de tua vinda, e do fim do mundo?" Mas este versículo, por muitos, é suposto provar que todos a humanidade será convertida, e que então haverá mil anos em que todos conhecerão o Senhor, desde o menor até o maior". Alguns sustentam que os mil anos do Apocalipse 20, são proféticos, cada dia do ano representando um ano, fazendo trezentos e sessenta e cinco mil anos. E muitos destes, muito homens ensinam que nada pode ser conhecido do período do segundo advento. Mas será que eles não saberiam quando seu suposto milênio, seja literalmente o tempo, ou profético, havia começado? Certamente saberiam. Então eles saberiam quando isso terminaria, e trariam a vinda do Filho do Homem, e o Julgamento. Se aqueles que desfrutam do milênio não soubessem quando ele começaria, então dificilmente valeria a pena ter esse período na Bíblia. Se soubessem quando começou, certamente saberiam quando terminaria. Estes homens deveriam ser os últimos a se opor à opinião de que a palavra profética aponta para a própria geração que testemunhará o segundo advento. 

Mas o texto não diz que todo indivíduo ouvirá sequer este evangelho do reino. Ele não afirma que qualquer um se converterá e se tornará santo por ele. E achamos que está longe de afirmar que o mundo se converteria, e permaneceria assim por mil anos, e que aqueles que deveriam desfrutar desse período feliz nada saberiam de quando ele terminaria com a vinda do Filho do Homem, e as glórias reveladas de Jeová, Jesus, e dos poderosos anjos. O texto simplesmente declara: Primeiro. "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo". Segundo. "Para testemunho para todas as nações." Terceiro. "E então [nem mil anos depois, nem trezentos e sessenta e cinco mil; mas ENTÃO] chegará o fim". Se entendermos a frase, "este evangelho do reino", para ser o evangelho na aceitação comum da palavra, o trabalho não está muito próximo de ser realizado?

J. Litch, em suas "Exposições Proféticas", p. 147, sob o título "Sinais dos Tempos", diz: "Rev. J. O. Choules, autor de uma obra volumosa, uma História de Missões, que trata desde a era apostólica até os dias de hoje, sendo perguntado, em maio passado (1842), se ele sabia de alguma nação que nunca tivesse recebido o evangelho, respondeu que não sabia; mas ele achava que a promessa implicava em algo mais do que ser mal pregado em cada nação. A mesma pergunta foi proposta ao Rev. Sr. James, agente financeiro geral da Sociedade Bíblica Americana, e quase a mesma resposta foi dada. O Dr. Nathan Bangs, por muitos anos à frente das operações missionárias metodistas, foi questionado em julho passado, e depois de refletir algum tempo, respondeu que acreditava existir uma tribo, em algum lugar da costa noroeste da América do Norte, para a qual nunca havia sido pregada". 

Wm. Miller, em suas "Palestras", p. 288, diz: "Este sinal não está já realizado? A Bíblia traduzida em mais de duzentas línguas diferentes; missionários enviados entre todas as nações conhecidas no mundo. O evangelho já se espalhou pelos quatro cantos do globo. Ele começou na Ásia. Nos dias dos apóstolos, essa parte já estava cheia de luz. Dali, foi para a África; e, por vários séculos, a África estendeu suas mãos para Deus. A Europa também teve uma longa visitação das bênçãos do evangelho; e agora a América, o último quarto do globo, está colhendo uma colheita de almas para o último dia. O evangelho, como o sol, surgiu no leste, e se porá no oeste". 

Mas se o termo "este evangelho do reino" for entendido como aplicando-se à proclamação ou à parte do evangelho que se refere à vinda e ao reino de Cristo, o cumprimento é igualmente evidente. E parece necessário entender assim a passagem, como foi dada em resposta à pergunta: "Qual será o sinal de tua vinda e do fim do mundo?"

A tradução deste verso por Campbell favorece decididamente esta visão do assunto: "E esta boa nova do reino será publicada em todo o mundo, para informação de todas as nações, e então chegará o fim". A versão de Whiting também dá a mesma idéia: "E esta boa nova do reino será pregada em todo o mundo, para um testemunho a todas as nações, e então chegará o fim". 

J. Litch, em sua palestra sobre Mateus 24, Advent Herald, 23 de novembro de 1850, diz: "Muitos supunham que as guerras de Napoleão eram as guerras dos últimos dias, para preceder o milênio; e que a batalha de Waterloo era a batalha do Armagedom, como é chamada. Mas a discussão sobre o tema da profecia suscitou uma investigação, e alguns poucos descobriram a verdadeira luz, a doutrina do reino pessoal de Cristo na Terra, e começaram a ensiná-la. Entre eles estava um católico romano espanhol, que escreveu uma obra capaz e volumosa sob a assinatura anônima de Ben Ezra. Sua obra caiu nas mãos de Edward Irving, o celebrado e eloqüente defensor da doutrina do advento pré-milenar de Cristo. Ele abriu seus olhos para a gloriosa verdade, e o levou a dedicar-se com muito zelo a sua defesa. Ele primeiro traduziu Ben Ezra, e posteriormente escreveu e publicou várias obras valiosas sobre o assunto. Por um tempo, a excitação sobre o assunto na Inglaterra, sob seu trabalho, foi tão intensa quanto posteriormente neste país, sob o trabalho do Sr. Miller. Milhares de pessoas se reuniram para ouvi-lo onde quer que ele fosse, e ouviram com admiração as estranhas e gloriosas verdades que ele trouxe da palavra de Deus. A causa recebeu um impulso sob seus esforços, que nunca perderá até que o tempo acabe. Muitos membros do clero da Igreja estabelecida, assim como ministros dissidentes de todas as denominações, pegaram o tema e se uniram para difundi-lo no exterior". 

"A influência do Rev. José Wolff também também foi sentida. Ele visitou e proclamou "o evangelho do reino", nos quatro cantos do mundo, a protestantes, católicos, maometanos, judeus e pagãos. A semente assim semeada não se perderá. Uma obra semelhante à de Ben Ezra, na Espanha, apareceu na Alemanha, as produções de Bengle. Esta, pela porção evangélica do povo alemão, é estimada como uma obra padrão de profecia. Ela tem sido amplamente difundida e lida até onde a língua alemã se estende por toda a Europa continental. Foi a partir desta fonte que os Milkeaters russos, dos quais um relato foi dado no Advent Herald alguns anos depois, obtiveram suas informações sobre o rápido segundo advento de Cristo. 

"O grande movimento americano sobre este assunto, e a difusão de informações a respeito dele, nos últimos dez anos, é conhecido demais para precisar de comentários prolongados aqui. Nem trabalho nem sacrifício foram considerados na ampla e rápida extensão das boas novas do reino, até onde a língua inglesa pudesse torná-la conhecida. Foi enviado para os quatro cantos do globo, e para as ilhas do mar, sobre as asas de todos os ventos". 

E. R. Pinney, em sua exposição de Mateus 24, diz: "Já em 1842, publicações de segundo plano haviam sido enviadas a todas as estações missionárias na Europa, Ásia, África e América, de ambos os lados das Montanhas Rochosas. Encontramos esta doutrina em Tartary, cerca de vinte e cinco anos atrás, e a época da vinda de Cristo em 1844. Este fato é obtido de um missionário irlandês em Tartary, a quem foi feita a pergunta por um padre tártaro, quando Cristo viria pela segunda vez. E ele respondeu que não sabia absolutamente nada sobre isso. O padre tártaro expressou grande surpresa com tal resposta de um missionário que tinha vindo para ensinar-lhes as doutrinas da Bíblia, e observou "que ele achava que todos poderiam saber disso, se tivessem uma Bíblia". O padre tártaro, então, deu seu ponto de vista, afirmando que Cristo, pensava ele, viria a partir de 1844 d.C. O missionário escreveu uma declaração sobre os fatos, que foram publicados na revista irlandesa, em 1821. Os comandantes de nossas embarcações, e os marinheiros, nos dizem que eles não tocam em nenhum ponto em que acham que esta proclamação não os precedeu, e que são feitos freqüentes inquéritos a respeito deles". 

"Notei, em um número tardio da Voz da Verdade, que um irmão viajando nos lagos, se encontrou com um cavalheiro russo, diretamente de seu país, que o informou que a doutrina da 'vinda de Cristo, e do fim do mundo', havia sido pregada ali, mas foi recebida apenas pelas classes mais baixas. O Rev. Mansfield teve uma entrevista com um missionário moraviano, estacionado em Antígua, que disse que vários anos depois, a doutrina da breve volta de Cristo foi  amplamente pregada na Alemanha, e que todo o sul da Alemanha foi despertado para o assunto.

The Advent Shield, Vol. I, No. 1, pp. 86, 87, diz: "Consideramos a proclamação que foi feita, como sendo o clamor do anjo que proclamou: 'A hora de seu julgamento é chegada'. Apocalipse 14:6, 7. Esse é um som que deve chegar a todas as nações; é a proclamação do 'evangelho eterno', ou 'este evangelho do reino'. De uma forma ou de outra, este grito foi para o exterior por toda a terra, onde quer que os seres humanos se encontrem, e tivemos a oportunidade de ouvir falar do fato. Nos últimos seis anos, publicações tratando do assunto foram enviadas a quase todas as estações missionárias inglesas e americanas no mundo; a todas, pelo menos, às quais tivemos acesso". 

Um escritor inglês, Mourant Brock, comenta assim: "Não é apenas na Grã-Bretanha que a expectativa do próximo retorno do Redentor é entretida, e a voz de alerta é levantada, mas também na América, na Índia e no continente europeu. Ultimamente, um de nossos missionários alemães me disse que em Wirtemburg existe uma colônia cristã de várias centenas, uma das principais características é a busca do segundo advento. E um ministro cristão das margens do Mar Cáspio me disse que existe a mesma expectativa diária entre sua nação. Eles falam constantemente disso como "o dia da consolação". Em uma pequena publicação, intitulada 'Millennium', o escritor diz que compreende que na América cerca de trezentos ministros da palavra estão assim pregando 'o evangelho do reino'; enquanto neste país, ele acrescenta, cerca de setecentos da Igreja da Inglaterra estão levantando o mesmo  clamor". - Advent Tracts, Vol. II, p. 135. 

Os Sinais do Tempo, 14 de fevereiro de 1844, diz: "Um irmão, o capitão de um navio agora na Inglaterra, escreve a seus amigos que seu navio estava parado em Newport, no País de Gales, durante quarenta dias, por causa de tempestades, durante os quais um concurso contínuo de indivíduos o levou a perguntar sobre a vinda do Senhor, tendo ouvido que ele era um Adventista. Entre estes estavam ministros e leigos que receberam a verdade com prazer, e a abraçaram de todo o coração". 

Eld. R. Hutchinson, Midnight Cry, Oct.5, 1843, diz: "Eu envio cerca de 1.500 cópias da Voz de Elias [um jornal de Advento], para a Europa a cada quinze dias, além do que eu espalho pelas Províncias. Isto tenho feito regularmente durante os últimos quatro ou cinco meses". O resultado, a eternidade revelará". 

Falando de Eld. Hutchinson, e de sua Voz de Elias, F. G. Brown diz: "Ele os encaminhou para as Canadas, Nova Escócia, Nova Brunswick, Terra Nova, Inglaterra, Irlanda, Escócia, País de Gales, França, Alemanha, Constantinopla, Roma, etc., etc.". 

"Mas pode-se perguntar: A notícia de que tal verdade é pregada é uma proclamação suficiente para cumprir a profecia? Apocalipse 14:6, 7; Mateus 24:14. A resposta é: Se era suficiente nos dias dos apóstolos, é agora. Que era então, está claro em Atos 19:8-10, onde Paulo pregou ou ensinou em Éfeso dois anos, para que todos eles na Ásia, tanto judeus como gregos, ouvissem a palavra do Senhor Jesus. Nem todos podiam ter ouvido um sermão, mas ouviram o som do evangelho. Neste sentido, não tenho dúvidas, de que o evangelho do reino é pregado em todo o mundo". 

Ainda aguardamos o fim que se aproxima. Mas quando o propósito de Deus na proclamação da vinda do Reino de Cristo for plenamente cumprido, então o fim chegará.
 

QUANDO SUCEDERÃO ESTAS COISAS?


NOSSO Senhor, tendo passado os importantes acontecimentos da era cristã até o fim, nos versículos 5-14, volta atrás e introduz a destruição de Jerusalém, no versículo 15, em resposta à pergunta: "Quando sucederão estas coisas?" 

Mateus 24:15 - 20 "Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado."

A "abominação da desolação" é chamada de "exércitos" em Lucas 21:20, e se refere ao exército romano. "E quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que a sua desolação está próxima". Este poder desolador é falado por Daniel da seguinte forma: "E o povo do príncipe que vier destruirá a cidade e o santuário; e o seu fim será com um dilúvio, e até o fim da guerra estão determinadas as desolações.... E pelo excesso de abominações ele a tornará desolada, mesmo até a consumação, e o determinado será derramado sobre o desolado". (Margem, "desolador". Daniel 9:26, 27). Aqui está uma profecia clara da destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos. Nosso Senhor se referiu ao livro de Daniel, e ensinou seus discípulos a lê-lo e entendê-lo; e quando eles vissem o que estava previsto, eles deveriam fugir. 

A fuga dos cristãos da Judéia para as montanhas seria acompanhado com dificuldades. E sua condição subseqüente seria a de dificuldade e sofrimento. O Senhor sabia disso, e lhes deu as instruções e advertências necessárias. A declaração do versículo 19 foi dada para salvá-los das tristezas e desgraças desnecessárias. Esse foi um momento de problemas. Mais um, "como nunca foi", está diante do povo de Deus. 

Jesus reconhece a existência do sábado no versículo 20, tanto tempo depois como a destruição de Jerusalém, tão verossímil como ele faz as estações do ano. O sábado é o termo uniforme de ambos os Testamentos para designar o próprio dia em que Jeová descansou após a criação, o dia em que Ele colocou sua bênção, e que Ele separou para o homem. Jesus não fala do Sábado como sendo apenas uma sétima parte do tempo, ou um dia em sete, e nenhum dia em particular. O sábado, é o termo usado, referindo-se ao último dia da primeira semana do tempo, e ao último dia de cada semana subseqüente. Mas se o termo, sábado, significa apenas uma sétima parte do tempo, ou um dia em sete, e nenhum dia em particular, então podemos ler esta definição no texto como segue: Mas orem para que seu vôo não seja no inverno, nem na sétima parte do tempo! ou em um dia em sete. Se tal oração pudesse ser respondida, ore para nos dizer quando os discípulos poderiam iniciar sua fuga. 

Mateus 24:21"porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais."

A "grande tribulação" aqui mencionada é referente à igreja de Jesus Cristo, e não a tribulação dos judeus na destruição de Jerusalém. Nós oferecemos as seguintes razões:- 

1. É um fato que a tribulação da igreja cristã, especialmente sob o reinado do papado, foi a maior do que o povo de Deus já houvesse sofrido antes "desde o início do mundo". Mas não é verdade que a tribulação dos judeus na destruição de Jerusalém tenha sido a maior tribulação do mundo jamais testemunhada. A tribulação dos habitantes das cidades da planície quando Deus chovia sobre eles fogo e enxofre, ou, a tribulação quando Deus destruiu todos os homens da face da terra, salvo oito almas, pelo dilúvio, foi certamente maior do que aquela na destruição de Jerusalém. 

2. A tribulação da igreja cristã foi maior do que jamais voltará a ser. É verdade que um tempo de aflição, "como nunca foi", de que se fala em Daniel 12:1, está chegando ao mundo; mas encontramos no mesmo versículo esta promessa abençoada: "E naquele tempo o teu povo será libertado". A tribulação dos judeus na destruição de Jerusalém não foi maior do que a que o mundo jamais testemunhará. Os frascos da ira sem mistura de Jeová ainda estão para ser derramados, não sobre o povo de uma só nação, mas sobre os culpados de milhares de todas as nações. "Os mortos do Senhor estarão naquele dia de uma extremidade da terra até a outra; não serão lamentados, nem recolhidos, nem sepultados". Jeremias 25:33.

3. Se esta tribulação for aplicada aos judeus, ou a qualquer outra classe de homens descrentes, não poderá ser harmonizada com Daniel 12:1, que fala do tempo de problemas como nunca foi, quando Miguel se levantará. Certamente não pode haver dois momentos de problemas, em períodos diferentes, maiores do que jamais houve, ou jamais haveria. Portanto, aplicamos a "tribulação" mencionada em Mateus 24:21, 29, à igreja de Cristo, estendendo-se através dos 1260 anos de perseguição papal; e os "problemas" mencionados em Daniel 12:1, ao mundo incrédulo, para serem vividos por eles no futuro. 

4. O período de tribulação foi encurtado para o bem dos eleitos. Quem são os eleitos mencionados aqui? Os judeus? Não; sua casa havia sido pronunciada como desolada. Eles foram deixados por Deus em sua dureza de coração e cegueira de espírito. Diz Paulo: "Lo, voltamo-nos para os gentios". Os eleitos eram os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo. E onde estavam eles quando a tribulação estava sobre os judeus? Eles tinham fugido para as montanhas. Que absurdo, então, dizer que os dias da tribulação dos judeus, na cidade de Jerusalém, foram abreviados para o bem dos eleitos, que haviam fugido do lugar da tribulação. 

5. A conexão entre os versículos 20 e 21 mostra que a tribulação deveria começar com aqueles cristãos que iriam fugir da cidade.

Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação."

Nosso Senhor aqui fala da tribulação que seu povo sofreria com o tempo da sua fuga em diante. Nós os seguimos em sua fuga para as montanhas, e depois passamos através das perseguições notáveis da igreja de Deus sob Roma pagã, e vemos, de fato, a tribulação. E quando chegamos ao período de perseguição papal, os vemos sofrendo as mais cruéis torturas, e morrendo as mais terríveis mortes, que homens e demônios perversos poderiam infligir. Este último período é especialmente notado na profecia. O profeta Daniel viu o papado, sua blasfêmia, sua arrogância, sua obra de morte sobre os santos, e sua duração como um poder perseguidor, sob o símbolo do chifre pequeno. "E ele dirá grandes palavras contra o Altíssimo, e desgastará os santos do Altíssimo, e pensará em mudar os tempos e as leis; e elas lhe serão entregues na mão até um tempo e tempos e metade de um" tempo. Dn. 7:25. É geralmente admitido que "um tempo e tempos e a divisão do tempo" é de 1260 anos. Começando os 1260 anos em 538 d.C., chegamos até 1798 d.C., quando Berthier, um general francês, entrou em Roma, e a conquistou. O papa foi feito prisioneiro e o Vaticano foi calado. O papado foi despojado de seu poder civil. Aqui terminou o período de tribulação de que nosso Senhor falou. 


ABREVIADO PARA O BEM DOS ELEITOS


Mateus 24:22 "Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados."

O papado foi revestido de poder civil para punir os hereges por 1260 anos; e se o período de tribulação dos eleitos na providência de Deus não tivesse sido encurtado, o martírio da igreja teria continuado até 1798, em cujo caso, com toda probabilidade humana, nenhuma carne dos eleitos teria sido salva. Mas a reforma sob Martinho Lutero, e aqueles associados a este grande reformador, modificou esta tribulação, e continuou a conter a fúria e consumir o poder do papado até 1700, desde então, de acordo com toda a história da igreja, não houve nenhuma perseguição geral contra a igreja. Nisso foram cumpridas as palavras dos profetas: "A terra ajudou a mulher". Apocalipse 12:16. "Eles serão ajudados com um pequeno socorro". Daniel 11:34. Somos trazidos neste discurso profético de nosso Senhor, até o século XVIII, muito próximo do tempo presente. Devemos naturalmente esperar, então, que as instruções e advertências do próximo versículo sejam aplicáveis a esta geração.

Mateus 24:23 e 24 "Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos."

Aqui está uma descrição do engano espiritual da época atual. Os falsos Cristos surgiram logo após o primeiro advento de Cristo, para enganar os judeus em relação a esse acontecimento (ver versículo 5); da mesma forma, os falsos Cristos e os falsos profetas surgiram neste dia para enganar o povo sobre o assunto do segundo advento. Os Shakers dizem: "Lo, aqui está Cristo". Sua segunda vinda está na pessoa de Ann Lee". "Lo, ele está lá", dizem muitos dos ministros populares destes tempos. "Sua segunda vinda é na conversão dos pecadores, ou na morte dos santos". Portanto, eles têm tantas segundas vindas de Cristo quanto há pecadores convertidos, e os santos morrem. Teologia sem sentido isto"! Lo, aqui", exclama uma multidão de Espiritualistas, e eles "mostram grandes sinais e maravilhas". Se possível, eles enganariam os próprios eleitos". E nós chegamos à conclusão de que eles ainda enganarão todos os outros, exceto os eleitos". 

Mateus 24:25 e 26 "Vede que vo-lo tenho predito.
Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis."

Nosso Senhor está aqui, discorrendo sobre o que ele lhes disse pouco antes. Seu tema continua sendo os ensinamentos daqueles que dizem: "Eis aqui o Cristo". "Lo, ele está lá!". Se os mórmons dizem: "Eis que ele está no deserto", em Salt Lake City, "não saiam"; no entanto, muitos de seus discípulos já foram embora. Ou se ouvirdes proclamar dos lábios dos ministros professos de Jesus: "Eis que ele está na câmara secreta", a segunda vinda de Cristo é espiritual, na morte, ou na conversão, não acrediteis nisso. E por que não acreditar em tais ensinamentos místicos? A razão é dada no verso seguinte. 

Mateus 24:27 e 28 "Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.
Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres."

Estamos muito felizes por nosso Senhor não apenas ter apontado falsos Cristos e falsos profetas, e nos advertido contra seus ensinamentos místicos, mas Ele, em contraste, colocou diante de nós a maneira de sua segunda vinda nos termos mais claros. Os relâmpagos vívidos que saem do distante leste, e brilhando até mesmo para o oeste, iluminam os céus inteiros. O que acontecerá, então, quando o Senhor vier em glória ardente, e todos os santos anjos com ele? A presença de um único anjo santo no novo sepulcro onde Cristo jazia na morte, fez tremer a guarda romana e caíram como mortos. A luz e a glória de um único anjo sobrepujaram completamente aquelas fortes sentinelas. O Filho do Homem está vindo em sua própria glória real, e na glória de seu Pai, assistida por todos os santos anjos. Então, todo o céu arderá de glória, e toda a terra tremerá diante dele. 

Mateus 24:29 - 31 "Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.
E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus."

Já vimos anteriormente que nosso Senhor fala neste capítulo do longo período de tribulação sobre seus seguidores, e também vimos como esses dias de tribulação foram abreviados para o bem dos eleitos. "Imediatamente após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá", etc. Remetemos o leitor para o dia escuro de 19 de maio de 1780, como o cumprimento desta declaração. Assinale isto: Não se lê, após aqueles dias, mas "após a tribulação daqueles dias". Os dias (1260 anos, Daniel 7:25) chegaram a 1798, dezoito anos antes do dia escuro em 1780. Marcos 13:24, torna este ponto ainda mais claro. "Mas naqueles dias, depois daquela tribulação, o sol escurecerá". Isto é, antes de se completarem os 1260 anos, ou depois que a tribulação ou martírio dos santos cessasse, aconteceu o escurecimento do sol. Aqueles que apontam para o futuro, ou para o passado, antes do século XVIII, para o escurecimento do sol aqui mencionado, farão bem em ler novamente Marcos 13:24: "Mas naqueles dias, depois da tribulação."

O SOL ESCURECERÁ


"Algo assustadoramente terrível avisará que o mundo chegará ao fim, e que o último dia está mesmo à porta". - Martinho Lutero. 

Em 19 de maio de 1780, houve um cumprimento notável do escurecimento previsto do sol; e em referência aos fatos e à data, não pode haver dúvidas; pois, além dos relatos históricos, que todos concordam, havia muitas pessoas idosas, com as quais homens da geração atual se misturaram e conversaram E testemunharam esse acontecimento. 

"No mês de maio de 1780, houve um dia muito sombrio na Nova Inglaterra, quando 'todos os rostos pareciam reunir a escuridão', e o povo estava cheio de medo. Havia uma grande aflição na aldeia onde Edward Lee vivia; 'os corações dos homens falhando por medo', pois o dia do Juízo Final estava próximo, e os vizinhos todos se aglomeravam ao redor do homem santo; pois sua lâmpada estava acesa, e resplandecia mais brilhante do que nunca, em meio à escuridão antinatural. Feliz e alegre em Deus, ele os apontou para seu único refúgio da ira vindoura, e passou as horas sombrias em oração sincera pela multidão aflita". - Trato No. 379 da Am. Tract Society - Vida de Edward Lee. 

"O dia 19 de maio de 1780, foi um dia notavelmente escuro. Velas foram acendidas em muitas casas. Os pássaros estavam em silêncio, e desapareceram. As aves se retiraram para o poleiro. Era a opinião geral de que o dia do julgamento estava próximo. A legislatura de Connecticut estava em sessão, em Hartford, mas, não podendo fazer negócios, foi encerrada". - Presidente Dwight, em (Ct.) Historical Collections. 

"ANIVERSÁRIO DO DIA ESCURO - O dia escuro, 19 de maio de 1780, é assim descrito pelo Sr. Stone, em sua história de Beverly: 'O sol nasceu claro, mas logo assumiu uma tonalidade ferrugem. Por volta das 10 horas da manhã, escureceu de uma maneira incomum. A escuridão continuou a aumentar até por volta de uma da tarde, quando começou a diminuir. Durante este tempo, as velas se tornaram necessárias. As aves desapareceram e ficaram em silêncio, as aves foram para seus poleiros, os galos agiram como se o dia estivesse terminando, e logo tudo parecia como a escuridão da noite. O alarme produzido por este acontecimento incomum dos céus foi grande". - Diário de Portsmouth, 20 de maio de 1843. 

O escurecimento sobrenatural do sol, 19 de maio de 1780, foi tão universalmente compreendido que o dicionário de Noah Webster, na edição de 1869, sob o título de Explicativo e Pronunciamento de Vocabulário de Nomes Notáveis, diz: "O dia escuro, 19 de maio de 1780; - assim chamado por causa de uma escuridão notável naquele dia, estendendo-se por toda a Nova Inglaterra. Em alguns lugares, as pessoas não conseguiam ver o suficiente para ler ao ar livre durante várias horas. As aves cantavam seus cantos noturnos, desapareceram e ficaram em silêncio; as galinhas foram para o poleiro; o gado procurava o pátio do celeiro; e as velas foram acesas nas casas. O escurecimento começou por volta das dez da manhã, e continuou até o meio da noite seguinte, mas com diferenças de grau e duração em diferentes lugares. Durante vários dias anteriores, o vento havia sido variável, mas principalmente do sudoeste e do nordeste. A verdadeira causa deste notável fenômeno não é conhecida". 

"Do Guia do Conhecimento de Robert Sears, publicado em Nova York, 1844, extraímos o seguinte: "Em 19 de maio de 1780, uma escuridão incomum ocorreu em toda a Nova Inglaterra, e se estendeu até o Canadá. Ela continuou por volta de 14 horas, ou das dez da manhã até a meia-noite. A escuridão era tão grande que as pessoas eram incapazes de ler algo impresso, ou dizer a hora do dia por seus relógios, ou jantar, ou fazer negócios comuns, sem luz de velas. Eles se tornaram monótonos e sombrios, e alguns estavam excessivamente assustados. As aves foram para o poleiro. Os objetos não podiam ser distinguidos, a não ser a uma distância muito pequena, e tudo a aparência era de escuridão e noite. Dias semelhantes foram ocasionalmente conhecidos, embora inferiores no grau ou extensão de sua escuridão. As causas destes fenômenos são desconhecidas. Elas certamente não foram o resultado de eclipses".